No centenário do nascimento do escritor e jornalista Américo Lopes de Oliveira (1911-2003), carismática figura das letras, lembramos a sua vida e obra. 31.3.11
Américo Lopes de Oliveira
No centenário do nascimento do escritor e jornalista Américo Lopes de Oliveira (1911-2003), carismática figura das letras, lembramos a sua vida e obra. 27.3.11
Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa
8.3.11
Mulheres do Séc. XIX em Fafe
O Hotel Central era frequentado assiduamente por pessoas influentes como, por exemplo, o Conde de Paçô-Vieira, decisivo na chegada do comboio a Fafe, em 1907.
Era irmã do «brasileiro» António Summavielle e de Margarida Summavielle, mãe do Dr. José Summavielle Soares. Faleceu em 28 de Setembro de 1922, com 69 anos, tendo fechado o caixão o seu sobrinho Dr. José Summavielle Soares. Em 1924 faleceu, com 80 anos o seu marido António da Silva e Castro, como relata o jornal O Desforço a 23 de Outubro.
Texto e desenho de Luís Gonzaga Ribeiro Pereira Silva in ‘Fafenses nascidos no séc. XIX’ (Fafe: 2010, 2.ª edição).
D. Georgette D’Anthonay Villas BoasD. Georgette d’ Anthonay Villas-Boas era filha do cônsul francês em Manaus, capital da Amazónia, onde casou em 1900 com o opulento «brasileiro» José Cândido Ferreira Villas-Boas, de Medelo, emigrado naquela longínqua cidade.
D. Georgette enviuvou em 1925, tendo-se radicado em Fafe; era vulgarmente conhecida por «Madame do Soeiro».
Embarcou para Manaus, diz O Desforço de 26 de Outubro de 1931, tendo regressado em Junho de 1932. (…)
O ex-cônsul francês em Manaus, Barão d’ Anthonay e sua esposa Baronesa d’ Anthonay, estiveram em Medelo, de visita à sua filha D. Georgette, e regressaram a França encantados com Portugal, relata O Desforço de 16 de Agosto de 1956. Regressaram no ano seguinte, no mês de Julho, para passar aqui um mês.
No dia 30 de Maio de 1973, D. Georgette, a «Madame de Soeiro», fez 91 anos. Era uma senhora bondosa e compreensiva; quando o ano agrícola era mau, perdoava aos seus caseiros o que estivesse em falta; de uma forma geral, foi benemérita dos Medelenses.
Faleceu na sua Casa do Soeiro, no dia 15 de Setembro de 1973.
Luís Gonzaga Ribeiro Pereira Silva in ‘Fafenses nascidos no séc. XIX’ (Fafe: 2010, 2.ª edição).
Prof.ª Francisca Ribeiro LeiteFrancisca Ribeiro Leite fundou, por volta de 1915,uma Escola Primaria particular, que funcionou durante mais de 50 anos, na qual ensinava os alunos da 1.ª, 2.ª e 3.ª classes, sendo a 4.ª e 5.ª classes ministradas pelo professor João de Oliveira Frade, que chegou a ser Administrador do Concelho em 1912, tendo sido nomeado em 1914 membro do Conselho de Assistência Escolar. O professor Frade era também professor e secretário da escola Primária Superior, a partir da sua função, no ano lectivo de 1919/1920.
A escola de Francisca Ribeiro Leite era frequentada pelos filhos das famílias mais distintas de Fafe e funcionava no 1.º andar da casa do seu primo e padrinho, José António Dantas Guimarães, esquina da Rua Machado dos Santos (actual R. João XXIII). (…)
Francisca Ribeiro Leite (…) nas suas horas vagas, dedicava-se à pintura a óleo, nomeadamente pintura a óleo sobre seda, técnica geralmente utilizada em trabalhos de índole religiosa que lhe eram muitas vezes solicitados.
Faleceu em 24 de Maio de 1976, com 90 anos, estando sepultada, tal com os outros membros da sua família já falecidos, no jazigo de José António Dantas Guimarães e sua esposa Francisca de Jesus Leite, no cemitério municipal de Fafe. (…)
Texto e desenho de Luís Gonzaga Ribeiro Pereira Silva in ‘Fafenses nascidos no séc. XIX’ (Fafe: 2010, 2.ª edição).
D. Laura Soares D’Oliveira Summavielle Laura Soares d’Oliveira Summavielle, esposa do Dr. José Summavielle Soares, teve 4 filhas, Laura, Maria Margarida, Alice e Soledade, e 6 filhos, José, João, Miguel (falecido com 30 anos), Luís, Fernando e Elísio Summavielle Soares. Era muito amiga dos pobres, gostava de gracejar e de fazer a sua quadra.
Da sua pedreira de Pardelhas, foi a pedra toda para acabar a Igreja Nova, parada desde 1900.
Faleceu em 14 de Abril de 1971, com 92 anos, mas ainda lúcida; era expansiva, comunicativa, alegre.
O seu funeral foi grandioso.
O Desforço, anunciou para o dia 9 de Novembro de 1961, pelas 21 horas, no Teatro Cinema, uma sessão de propaganda eleitoral democrata, presidida pela sua filha D. Laura Summavielle Matos, viúva do Dr. Maximino Matos, falecido mais de 3 anos antes.
15.2.11
Projecto Fly

Divulgamos um interessante projecto de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa - Projecto Fly - e ao qual este Museu disponibiliza para investigação a sua colecção de correspondência particular do ínicio do século XX.
Excerto do artigo recentemente publicado no jornal "O Mundo Português".
Cartas escritas que vão ser reunidas num arquivo digital e ajudar a trazer um novo olhar sobre os portugueses. Entre essas, estão cartas de emigrantes, correspondência trocada entre portugueses que vivem no estrangeiro e os seus familiares. São «cartas de saudade», difíceis de obter e que originaram um apelo, dirigido a todos os que, em Portugal e no estrangeiro, possam contribuir para esta iniciativa.
Apelo à recolha de cartas
Foi a dificuldade na recolha de cartas no âmbito do projecto Fly, principalmente aquelas relacionadas com a Emigração, que motivou o apelo (imagem). Inicialmente, a pesquisa das cartas de emigração tem sido feita com base no SNI (Serviço Nacional de Informação), que está disponível na Torre do Tombo e no conhecimento de pessoas que tenham passado por essa experiência.
Pode aceder à notícia completa da divulgação deste interessante projecto em “O Mundo Português”
6.2.11
Filhos(as) da Emigração / Imigração Portuguesa
A conferência apresenta as seguintes questões centrais para debate e reflexão:
- Como são negociados os sentidos de pertença e as estratégias de representação por parte dos descendentes de e/imigrantes, considerando os seus relacionamentos identitários (nacionais/étnicos) e sociopolíticos (multi/interculturais)?
- Que estratégias identitárias desenvolvem e como as expressam face à invisibilidade/visibilidade no espaço público?
- Que estratégias identitárias e formas de participação activa desenvolvem no seu quotidiano (e.g. associativismo, grupos culturais/recreativos, grupos de lobby, movimentos virtuais, redes transnacionais, etc.)? Estas opções apontam para a participação plena na sociedade ou funcionam como escudos protectores alicerçados na preservação etno-cultural? E como se expressam face à invisibilidade/visibilidade no espaço público?
- Que aspectos e dimensões sobressaem na investigação científica sobre os percursos de integração e de socialização dos descendentes de e/imigrantes?
PROGRAMA
Maria Isabel João – em representação da coordenação científica do CEMRI – UAb
14:45-16:45
Painel 1: Descendentes da emigração portuguesa
Moderação: Jean Gomes (Observatório dos Luso-Descendentes)
Tendências na identidade dos luso-venezuelanos – António Xavier (CIDEHUS - UÉvora)
Estratégias culturais e identitárias de luso-descendentes em França: um olhar a partir da Associação Cap Magellan – Liliana Azevedo (Associação Cap Magellan)
Comentário: Maria Beatriz Rocha Trindade (CEMRI – UAb)
Debate
17:00-19:00
Painel 2: Descendentes da imigração portuguesa
Moderação: Ricardo Campos (CEMRI – UAb)
“Isto é um projecto de vida!” – Práticas associativas de descendentes de imigrantes africanos – Rosana Albuquerque (CEMRI – UAb)
"A minha mãe sempre nos incentivou a participar e a fazer trabalho cívico": trajectórias de participação cívica de jovens de origem são-tomense em Portugal – Sónia Ramalho (CRIA - FCSH / UNL)
Estratégias culturais, identitárias e de inserção dos jovens ucranianos em Portugal – Pavlo Sadokha (Associação dos Ucranianos em Portugal)
Comentário: Fernando Luís Machado (CIES – ISCTE)
19:00 Encerramento
Evento com organização e apoios da Universidade Aberta / Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI), Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Alliance Française e Institut Français du Portugal. Mais informações em http://www.univ-ab.pt/cemri
29.1.11
Call for papers: Maritime, migration and tourism history at crossroads

An interesting call for papers to the conference of the International Maritime Economic History Association in Ghent (Belgium) June 2-6, 2012.
Proposals are invited for sessions at the 6th conference of the International Maritime Economic History Association in Ghent (Belgium) June 2-6, 2012.
If interested, please send an abstract and short CV by February 21st to Torsten Feys Torsten.Feys@UGent.be
The IMEHA is an international society which publishes the International Journal of Maritime History (IJMH) and Research in Maritime History (RIMH). The society also sponsors conferences and provides assistance for the study of maritime history.
28.1.11
Seminário "A Emigração na Primeira República"
Prof. Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade (CEMRI/UAb), Dr. José Ribeiro (Presidente da CMF), Dr. Pompeu Miguel Martins (Vereador da Cultura CMF) Na sessão de abertura o Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Dr. José Ribeiro, assinalou o facto de o evento reforçar o trabalho de implementação do Museu das Migrações, “um projecto prioritário para o Município de Fafe”, que se consolidará como um projecto nacional. A emigração foi e é um factor estruturante das sociedades que deve ser efectivamente abordado ao abrigo de diferentes perspectivas de investigação. Paralelamente as comunidades de emigrantes podem participar activamente neste trabalho, visando o seu conhecimento, preservação e divulgação.
Comunicação do Prof. Doutor Jorge Fernandes Alves (FLUP)
Seguiu-se o professor catedrático Viriato Capela do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho apresentou “A emigração e o surgimento da acção regionalista em Portugal”. Este painel contou também com a presença dos contributos de dois investigadores do fenómeno migratório da Galiza para Portugal.
O professor Carlos Pazos Justo do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho (Prémio de Investigação Carvalho Calero em 2009) apresentou uma aproximação à trajectória da emigração espanhola em Portugal na 1ª República com a comunicação “A emigração espanhola em Lisboa na Primeira República: o caso do enclave galego” tentando substantivar as estratégias que este adoptou no novo panorama político após 1910.
Dra. Isabel Alves (MMC), Dr. Pompeu Miguel Martins (Vereador Cultura CMF), Prof. Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade (CEMRI/UAb) Fez ainda um especial agradecimento a uma personalidade essencial na criação do Museu das Migrações e das Comunidades – o Historiador professor Miguel Monteiro. De assinalar que o seu nome foi lembrado ao longo de todo o dia por todos os oradores com palavras de admiração e carinho imensos, mencionado como alguém que tinha “o infinito como limite”.
10.1.11
Aniversário(s) e Memória(s)

"Dez de Janeiro foi de festa para a nossa linda terra! Inaugurou-se nessa noite o 'Teatro-cinema' - nome tão simples para obra tão grande."
Sob o título “O Progresso de Fafe – A Inauguração do Teatro-Cinema”, eram estas as palavras que se liam, na edição de 17 de Janeiro de 1924 do jornal “O Desforço”. O Teatro-Cinema foi inaugurado a 10 de Janeiro de 1924 pela então conceituada Companhia de Aura Abranches, com a peça de teatro “O grande amor”.
Construído no local onde existia já um antigo edifício de teatro, a sua construção deveu-se ao Dr. José Summavielle Soares, neto do “brasileiro” José Florêncio Soares, emigrante no Rio de Janeiro.
Esta belíssima obra coincidiu com o fim das iniciativas de capital de "brasileiros" de Fafe e dos seus descendentes, fechando o ciclo da emigração para o Brasil.
A notícia do jornal continua com pormenorizadas descrições:
Luxo e elegância desde o altivo salão nobre ao vasto palco confortáveis camarins, desde a deslumbrante entrada principal a plateia, frisas e camarotes; desde o agradável terraço ao jardim lateral.
Dignos de louvores são quantos colaboraram nesta obra importante: dignos de honra são: o técnico de 'A Japoneza, Lda', do Porto, sr. Duarte d'Almeida que deu aquilo tudo um tom prodigioso, caprichando no mobiliário e adorno do salão principal, que e, no género, um dos raros que devem existir; e os hábeis pintores que com tintas multicolores fizeram realçar o tecto, imprimindo-lhe poesia e o artista da sacada em cimento que sobressai na frontaria.
'Teatro-cinema'!
Quer dizer: ali, naquela case modelo, poderão funcionar as melhores e maiores companhias e exibir-se as mais perfeitas fitas cinematográficas.
E assim foi que, Quinta-Feira passada, teve a honra de trabalhar pela primeira vez no sobredito teatro, inaugurando-o solenemente, a Companhia Aura Abranches, uma das melhores do país.
Mas quem foi a personagem mais importante da grande noite, da noite de triunfo, de alegria, de afecto, de galas, de glórias? Foi, precisamente, o homem de reconhecida inteligência e acção, o bairrista apaixonado, o engrandecedor de Fafe, o dono da admirável case de espectáculos que e o Dr. José Summavielle Soares! Foi ele, não podia deixar de ser! ...
A Câmara, representada pela sue ilustre Comissão Executiva, dr. Artur Vieira de Castro, Dr. Parcidio de Matos, Dr. Manuel Moreira, Ângelo Fernandes e Vale Ribeiro, com seu estandarte, foi homenageá-lo ao palco, entre o 2.° e o 3° actos, levar-lhe uma mensagem escrita em pergaminho e metida numa luxuosa pasta. Tinha-o proclamado cidadão benemérito do concelho de Fafe.
Quando a Câmara apareceu no palco, as palmas foram estrondosas e demoradas, assim como depois do agradecimento do sr. dr. Summavielle. A orquestra executou 'A Portuguesa’ e tudo de pé e respeitosamente assistiu aquela passagem sublime da grande festa.
Além da imprensa local, assistiu ao espectáculo de inauguração o nosso prezado colega do Jornal de Noticias do Porto sr. Armando Gonçalves, funcionário superior da Câmara do Porto.
-'A Japoneza, Ld.ª, do Porto, foi a que ofereceu o espectáculo de inauguração os lindos programas profusamente distribuídos.
-A orquestra, sob a regência do snr. Joaquim Carvalho, que executou admiravelmente, era composta de amadores e profissionais da terra.
As três lindas peças que se representaram nas noites seguintes -' Pilmerose', 'Madalena Arrependida' e 'Injustiça da Lei', agradaram muito, sendo os intérpretes entusiasticamente ovacionados.
No domingo, entre o 2.° e o 3.° actos, o sr. dr. Summavielle convidou a laureada actriz Aura Abranches a fazer o descerramento de uma placa de mármore com letras douradas colocada no átrio, onde leu, com surpresa, os seguintes dizeres:
A placa de mármore permanece na entrada do Teatro Cinema e completa hoje 86 anos.
Também hoje, dia 10 de Janeiro, recordamos Miguel Monteiro, coordenador do Museu das Migrações e das Comunidades que completaria 56 anos.
3.1.11
Seminário "A Emigração na Primeira República"

O Museu das Migrações e das Comunidades integra o programa das comemorações do Centenário da Implantação da República da Câmara Municipal de Fafe com a realização de um seminário subordinado ao tema “A Emigração na Primeira República”.
Os trabalhos serão divididos nos painéis “A emigração e a imigração em Portugal” e “Portugal/Brasil - Factos, gentes e representações” e apresenta o seguinte programa:
09:00 Recepção dos participantes
09:30 Sessão de Abertura
Dr. José Ribeiro – Presidente da Câmara Municipal de Fafe
Dr. Pompeu Miguel Martins – Vereador do Pelouro da Cultura
Prof.ª Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade – Investigador/Fundador do Centro de
Painel 1- Primeira República - A Emigração e a Imigração em Portugal
Moderação: Prof. Doutor Albertino Gonçalves (Universidade do Minho/ Instituto de Ciências Sociais)
10:00 Prof. Doutor Jorge Fernandes Alves (Universidade do Porto/ Faculdade de Letras
da Universidade do Porto)
Políticas e práticas de emigração na Primeira República.
10:30 Prof. Doutor Viriato Capela (Universidade do Minho/Instituto de Ciências Sociais)
A emigração e o surgimento da acção regionalista em Portugal.
11:00 Coffee-break
11:30 Dr. Carlos Pazos Justo (Universidade do Minho/Instituto de Letras e Ciências
Humanas)
A emigração espanhola em Lisboa na Primeira República: o caso do enclave
galego.
12:00 Professor Doutor Domingo González Lopo (Universidade de Santiago de
Compostela/Faculdade de História e Xeografia/Cátedra UNESCO nº 226 sobre
Migraciónes)
Os lisboanos galegos: evolución económica, social e ideolóxica dun
12:30 Debate
13:00 Almoço
Painel 2 - Portugal/Brasil - Factos, Gentes e Representações
Moderação: Dr. Henrique Barreto Nunes (Universidade do Minho/Conselho Cultural)
Dra. Isabel Alves (Museu das Migrações e das Comunidades)
14:30 Prof.ª Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade (Universidade Aberta/Centro de
Estudos das Migrações e das Relações Interculturais – CEMRI)
Portugal-Brasil: Trajectórias de sucesso e de insucesso no contexto migratório.
15:00 Prof.ª Doutora Maria do Céu de Melo (Universidade do Minho/Instituto de
Educação)
Ao espelho: o riso e o siso nos cartoons sobre emigração.
15:30 Dr. Daniel Bastos
O concelho de Fafe durante a Primeira República e o fenómeno migratório.
16:00 Prof. Doutor Fernando António Baptista Pereira (Universidade de Lisboa/
Faculdade de Belas-Artes)
Um discurso museológico sobre a emigração e os “Brasileiros” em Fafe durante a
Primeira República.
16:30 Coffee-Break
17:00 Prof. Doutor Jorge Arroteia (Universidade de Aveiro / Emigrateca Portuguesa)
Uma visão retrospectiva sobre as migrações portuguesas.
17:30 Debate, Balanço e Conclusões
18:00 Encerramento – Dr. José Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de
Fafe
Visita ao Museu das Migrações e Núcleo das Artes (Teatro - Cinema)
As inscrições são gratuitas e poderão ser efectuadas até ao dia 18 de Janeiro para geral@museu-emigrantes.org ou pelos telefones 253 490 908 ou faxe 253 700 409.
30.12.10
Lá se pensam, cá se fazem

Com os devidos créditos, do site da Fundação Calouste Gulbenkian transcrevemos a informação sobre a iniciativa FAZ, ideias de origem portuguesa, 'dirigida à diáspora portuguesa. Sabe-se que existem 2,3 milhões de portugueses no mundo, nascidos em Portugal, e que se contarmos com os descendentes, a soma aumenta para os 5 milhões.
Regulamento disponível em http://www.ideiasdeorigemportuguesa.org a partir de 4 de Janeiro de 2011.
26.12.10
Jardim do Calvário ou Passeio Público faz hoje 118 anos
(Luisa Vieira Campos de Carvalho - Arquivo privado)
A obra do Jardim do Calvário deve-se a um brasileiro fafense, o Comendador Albino de Oliveira Guimarães que, segundo a imprensa do início do século, "houve dele o produto de um discurso – a verba principal que se empregou no aludido jardim", custeando a iniciativa com 4 contos e duzentos mil réis.
No ano 1890 dá-se início às obras, tendo a Câmara em sessão de 12 de Fevereiro, realizando uma intimação de despejo de 8 dias aos moradores daquele local, para que a construção se pudesse iniciar.
O Jardim do Calvário é solenemente inaugurado a 26 de Dezembro de 1892, onde a Câmara se dirige a Albino de Oliveira Guimarães para agradecer "os valiosos serviços que prestara ao Município para a construção do mesmo jardim" e "pelo grande melhoramento público que promovera".Em 1912 é aprovado o projecto de um coreto para o local e em 1914 passa a ter luz eléctrica fornecida pela Central de Sta. Rita. Em 1917 é adquirido um barco para o lago do Jardim, mandado vir pelo então Vereador Artur Pinto Bastos, tendo o barco e o seu transporte desde a Póvoa do Varzim custado 36$50.

Em 1929 é elaborado o projecto de um quiosque para o Jardim Público junto ao ringue de patinagem com o orçamento de 11.148$00.
O Jardim do Calvário recriava, assim, um ambiente de exotismo naturalista, apresentando um lago com uma ponte, um pequeno barco, um coreto e as necessárias árvores importadas, recriando-se o ambiente romântico. Constituía um local de "encontro e ócio, cumprindo uma função ideológica dos que o frequentavam." (Miguel Monteiro in Fafe dos Brasileiros)
COMENDADOR ALBINO DE OLIVEIRA GUIMARÃES
Albino de Oliveira nasceu a 4 de Setembro de 1833, na freguesia de Golães e faleceu a 6 de Março de 1908 (74 anos), na sua casa da Rua 5 de Outubro.
Em 1847 (com 14 anos) emigrou para o Rio de Janeiro e acrescentou ao seu apelido, Guimarães. No Brasil, trabalhou como caixeiro na casa Comercial António Mendes de Oliveira Castro, vindo a ser o seu braço direito, das suas qualidades pessoais. Em 1858 (25 anos) casa com Luiza Mendes de Oliveira Castro e aparece na liderança da Comissão de Fundadores do Hospital de Fafe no Rio de Janeiro. Em 1859 António Mendes de Oliveira Castro vem a falecer, sendo Albino conduzido à gerência dos negócios de família, ao lado da sogra D. Castorina.
Em 1861 realiza uma viagem de retorno a Portugal, com Francisco José Leite Lage. Em 1869 verifica-se a existência de um passaporte de 8 de Abril com destino ao Rio de Janeiro com sua mulher e filhos (Luiza, Castorina, Albino, António). Em1879, compra casa em S. Clemente. De referir que ia com frequência a Lisboa, mantendo relações com Camilo Castelo Branco e José Cardoso Vieira de Castro.
Em 1890 vende a casa do Rio ao inglês John Roscoe Allen que posteriormente a vendeu a Rui Barbosa. Actualmente é a Fundação Casa Museu Rui Barbosa. Albino de Oliveira Guimarães regressa definitivamente a Fafe, instalando-se com a família na casa da Macieira, em Pardelhas. Foi ainda proprietário rural em Freitas, na Ranha e Pardelhas; em Quinchães e em S. Romão de Arões adquiriu quintas e a casa e Quinta de Arrochela.
Como benemérito promoveu a construção da Igreja Nova de S. José, hospitais, asilos, escolas, participou na criação de Misericórdias, indústrias e iluminação pública; fez parte da comissão organizadora das festividades comemorativas da chegada do Caminho-de-ferro.
"Documento do Mês" - em exposição espólio documental sobre o Jardim do Calvário e o seu fundador Comendador Albino de Oliveira Guimarães. Agradecimento muito especial a Luisa Vieira Campos de Carvalho, descendente do comendador, pela cedência da primeira foto que aqui reproduzimos.
24.12.10
Merry Christmas
16.12.10
Dia Internacional dos Migrantes

Sábado, dia 18 de Dezembro - o Museu das Migrações e das Comunidades comemora o Dia Internacional dos Migrantes em parceria com as Juntas de Freguesia de Aboim e Estorãos. Será exibido o documentário “A Fotografia Rasgada” do lusodescendente José Vieira, que retrata a emigração dos anos 60 e 70 para França.
Nos anos 60 quem emigrava clandestinamente recorrendo a um passador, conhecia o código da fotografia rasgada. O passador guardava metade da fotografia de quem emigrava e a outra levava-a o emigrante que, uma vez chegado ao destino, a remetia à família, em sinal de que chegara bem e que poderia ser concluído o pagamento pela sua “passagem”. Partindo da sua experiência como emigrante e das memórias de muitos portugueses que partiram para França “a salto”, José Vieira traça um retrato da história recente de Portugal.
Porque a História é também feita de histórias, pretendemos que todos contribuam para a construção de uma memória colectiva, partilhada, edificando e preservando assim a memória histórica para as próximas gerações. Neste sentido a projecção será seguida de um momento de diálogo partilhado por todos os presentes e centrado nas experiências contexto de (e/i)migração. Este espaço contará com a presença de emigrantes, assim como, de imigrantes (residentes no Concelho de Fafe) que contribuirão para uma partilha e troca de experiências enriquecedora e global. Pretende-se criar um espaço e um tempo de consciencialização sobre a temática das migrações, promovendo a tolerância, a partilha de uma visão multicultural pacífica e de respeito intercultural.
As sessões terão lugar no próximo sábado, dia 18, na sede da Junta de Freguesia de Aboim pelas 14h30 horas e na sede da Junta de Freguesia de Estorãos pelas 16h30 horas.
Entrada gratuita.
7.12.10
Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Hoje é dia de… Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos“Notícia de 1ª Página”
Visita temática de carácter experimental a realizar no Museu das Migrações e no Museu da Imprensa.
Partimos da exploração das colecções do Museu das Migrações com roteiro de visita e ficha didáctica, para um atelier de redacção, composição (manual com tipos móveis e gravura) e impressão gráfica no Museu da Imprensa da 1ª página de um jornal, centrada no tema Direitos Humanos.
No final será criado um mural de papel com as páginas impressas.
Serão ainda impressos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos para distribuição pela cidade em especial no Comércio Local.
6.12.10
1.12.10
Mapping Cultural Diversity

"Mapping Cultural Diversity: Good practices from around the globe" é uma iniciativa do U40-Programme - Cultural Diversity 2030, cujo objectivo é contribuir para o debate sobre a promoção e a protecção das diferentes expressões culturais, propostos na Convenção da UNESCO para a Diversidade da Expressão Cultural.
A Convenção procura, por intermédio do seu objetivo principal – a protecção e a promoção da diversidade das expressões culturais – "criar um ambiente conducente à afirmação e à renovação da diversidade de expressões culturais em benefício de todas as sociedades. Ao mesmo tempo, reafirma os laços que unem cultura, desenvolvimento e diálogo, estabelecendo uma plataforma inovadora para a cooperação cultural internacional. (...) lida com muitas formas de expressão cultural que resultam da criatividade de indivíduos, grupos e sociedades, enquanto comunicam conteúdos culturais com sentido simbólico, bem como os valores artísticos e culturais que se originam de identidades culturais ou as expressam.
(...) Ao enfocar a proteção e a promoção da diversidade das expressões culturais, a Convenção reconhece que, num mundo cada vez mais interconectado, cada indivíduo tem direito a aceder, livre e imediatamente, a uma rica diversidade das expressões culturais, sejam elas do seu país ou de outros." Convenção da UNESCO para a Diversidade da Expressão Cultural (Conferência Geral da UNESCO, 2005).
24.11.10
Museus - Programa Anual

Os Museus do Município apresentam uma programação conjunta diversificada, que pretende dar a conhecer o património, sensibilizar para o seu usufruto e preservação e promover a memória histórica. Download do programa aqui.
11.11.10
Paços do Concelho na Imprensa e no Museu
De acordo com a sessão camarária de 2 de Junho de 1897, resolveu-se «Pedir ao governo para applicar o fundo da viação à reconstrucção d’um edifício para os paços do concelho» (jornal ”O Desforço”, 03/07/1897, pág. 2).
Da colecção de gravuras do Núcleo da Imprensa seleccionamos uma zincogravura publicada no jornal semanário "O Desforço" de 11 de Julho de 1919 cuja legenda - "O edifício público em construção onde estão aquarteladas as forças da República" - nos remete ao período da 1.ª República no qual se tomaram posições de reação às tropas monárquicas.
8.11.10
Arte Lisboa 2010

© Carlos No
Embora a obra procure evocar uma realidade portuguesa actual, o título remete-nos, no entanto, para um outro contexto geográfico e temporal, poder-se-á mesmo dizer histórico. Champigny é o nome de uma cidade francesa a leste de Paris que na década de 60 do século passado foi um dos locais de destino de uma grande parte dos imigrantes portugueses que, em busca de trabalho ou em fuga ao regime salazarista e à Guerra Colonial, procuravam em França um melhor local para viver.
Apesar de hoje em dia Champigny ser uma cidade dormitório, satélite de Paris, está, no entanto, muito longe daquilo que era na década de 60 do séc. XX pois nessa altura pouco mais era do que um bairro de lata na periferia da cidade, sem quaisquer condições de habitabilidade. Contudo, foi aqui que cerca de 40 mil portugueses construíram/encontraram a sua primeira “casa” (barraca) e nela viriam a habitar durante vários anos.
Pretendi assim, ao confrontar duas realidades bem semelhantes ainda que afastadas no espaço e no tempo, criar um paralelismo entre a realidade portuguesa de então e a actual, embora num sentido inverso. Num gesto como que de um “virar o espelho para nós próprios”, país com grandes tradições de emigração, para reflectirmos melhor sobre o nosso comportamento actual perante aqueles que procuram Portugal em busca de melhores condições de vida. Carlos No
3.11.10
30.10.10
Colecção de postais da 'Villa de Fafe'
Fotografia Manuel MeiraAo longo das artérias que percorrem Fafe, exalta-se o «coração» da cidade: a Praça 25 de Abril. Espaço em que se criam memórias de horas de lazer, de correrias agitadas na realização dos deveres, do café depois do almoço...
Se, através do tempo, permaneceu como parte fulcral do chamado «centro histórico» da cidade, o mesmo não se poderá dizer da toponímia que a percorreu, como fruto das várias transformações políticas e ideológicas.
Já no início do século XVIII era referida por Carvalho Costa como «huma só rua, aonde está a casa da Câmara & Cadea».
Anteriormente, tinha tido outras designações como Largo da Villa e Centro de Fafe. Por esta altura, existem testemunhos que a designam de Largo de D. Luiz I, como alusão ao rei da época.
Em 1889, adquire o nome de Largo Municipal, havendo também referências do topónimo Largo Municipal de D. Carlos. Nesta altura, o rei D. Carlos I torna-se o sucessor de D. Luís I, passando, assim o largo a designar-se de Largo de D. Carlos I, nos últimos anos da monarquia.
Em 1907, D. Carlos I, quando se dirigia para Vidago, viria a visitar, em Fafe, o seu amigo monárquico Dr. Florêncio Monteiro Vieira de Castro, tendo sido o único monarca que visitou a cidade.
Em 1919 passa a chamar-se Praça do Brasil, mudando o seu nome para Praça de Dr. Oliveira Salazar, em 1938, pouco depois de Oliveira Salazar instituir o Estado Novo.
Após o 25 de Abril de 1974, adquire o topónimo de Praça 25 de Abril como referência à Revolução dos Cravos, o qual se mantém até aos dias de hoje.'
Produção Isabel Alves e Patrícia Cunha
24.10.10
'Grave Decisions' de Marcus H. Rosenmüller
Dia 26 pelas 21h30
Director: Marcus H. Rosenmüller
Cast: Markus Krojer, Fritz Karl, Jule Ronstedt, Jürgen Tonkel, Saskia Vester and Johann Schuler
This is the first full length film by director Marcus H. Rosenmüller. Grave Decisions has taken numerous international film festivals by storm, winning awards which include Best Direction and Best Production at the Bavarian Film Festival and the German New Faces Award in the category of Director.'
23.10.10
'Solino' de Farih Akin
Dia 24 pelas 21h30.
Growing up in an Italian family in Germany, the Amato brothers play, fight, fall in love and party like everyone else. As Gigi realises his childhood dream of becoming a filmmaker, Giancarlo is corrupted by envy. When their father puts them under pressure to take over the family restaurant business, the brothers find themselves pitted against each other in a Cain and Abel-like drama that lurches between Germany and Italy. A story of brotherly rivalry, conforming to family expectations and finding the courage to follow your dreams.
18.10.10
'One Day in Europe' de Hannes Stoehr
Próxima sessão do Ciclo de Cinema Alemão Contemporâneo - Encontro de Culturas no Auditório da Biblioteca Muncipal de Fafe, dia 19, pelas 21h30.
Entrada livre.
15.10.10
Ciclo de Cinema Alemão Contemporâneo - Encontro de Culturas
Ciclo de Cinema Alemão Contemporâneo - Encontro de Culturas - Exibição do filme "Im Juli" de Fatih Akin, em parceira com o Goethe Institut e o Cineclube de Fafe (dia 15 às 21h,30) no âmbito das XI Jornadas de Cultura Alemã - 20 Anos de Estudos Alemães na Universidade do Minho.
O vasto programa contempla uma visita a Fafe com início no Museu das Migrações e das Comunidades, no próximo domingo, dia 24 pelas 17h.
Nos dias 25 e 26 de Outubro decorrerá na Biblioteca Lúcio Craveira da Silva, em Braga, o Colóquio internacional "Mnemo-Grafias Interculturais". A não perder. Mais informações em www.ilch.uminho.pt/dege
O filme "Im Juli" conta-nos a viagem de Daniel (Moris Bleibtreu) um professor novo e tímido de Hamburgo que decide seguir o que acha ser o seu destino. A aventura começa quando Daniel conhece Juli, uma vendedora de rua que lhe vende um anel que o levará ao verdadeiro amor. Daniel não imagina que o caminho será cheio de acontecimentos. Um delicioso road movie entre Hamburgo e Istambul.
Ficha Técnica
Título Original: Im Juli
País de Origem: Alemanha
Género: Aventura
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2000
Direção: Fatih Akin
O Ciclo de Cinema Alemão Contemporâneo - Encontro de Culturas integra ainda 3 sessões a realizar no Auditório da Biblioteca Muncipal de Fafe, pelas 21h30
Dia 19 - One Day in Europe, de Hannes Stoehr
Dia 24 - Solino, de Farih Akin
Dia 26 - Grave Decisions, de Marcus H. Rosenmuller
Entrada livre.
Apoio da Câmara Municipal de Fafe.
13.10.10
Sessão - Documentário

Exibição do documentário "Ou Mun Ian, Macaenses" de Cheong Kin Man no Auditório da Biblioteca de Fafe no passado dia 6 de Outubro - duas agradáveis sessões com alunos de 4 turmas da Escola Profissional de Fafe e algum público não escolar que não quis deixar de assistir ao evento.Foram também abordadas questões de "identidade" na actual situação de Macau, agora que passaram 10 anos sobre a entrega da governação de Macau por Portugal para a governação administrativa pela República Popular da China. Macau foi administrada por Portugal durante mais de 400 anos.
9.10.10
O Prisma das Muitas Cores
A editora Labirinto, com o apoio da Câmara Municipal de Fafe e do Museu das Migrações e das Comunidades Portuguesas, acabou de dar à estampa «O Prisma das Muitas Cores», uma antologia de poemas de amor oriundos de Portugal e do Brasil.
A edição contempla 135 poetas contemporâneos portugueses e brasileiros, num tributo à língua portuguesa e ao amor, com coordenação de Victor Oliveira Mateus. No prefácio da autoria de António Carlos Cortez, podemos ler “se a generalidade dos leitores não vai até à poesia, compete à poesia ir ter com os leitores, sem que isso signifique empobrecimento da própria linguagem poética”.
Lançamento dia 9 de Outubro, pelas 16 horas, na livraria Bulhosa em Lisboa.
8.10.10
O Museu no Congresso da AEMI em Bilbao


Durante o discurso de abertura dos trabalhos, Julian Celaya, representante do Governo Basco, explicando o trajecto feito até ao momento pelas autoridades Bascas, salientou a inspiração que o «Museu de Fafe constituiu para o estudo do fenómeno das migrações e para a constituição do novo Museu das Migrações de Bilbao e respectivo centro de investigação».
O Museu das Migrações e das Comunidades esteve presente no programa com a comunicação “Ontologies supporting Migration studies and Virtual Museums” pelo Prof. Pedro Rangel Henriques que apresentou o trabalho por si e pela sua equipa desenvolvido (Daniela da Cruz, Flávio Ferreira e Nuno Oliveira) com aplicação no âmbito dos museus virtuais. A importância desta solução informática foi também contextualizada no domínio da necessidade de comunicação entre o universo daqueles que trabalham a linguagem informática e aqueles que desempenham funções no âmbito da museologia pela Drª Isabel Alves.
O Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Fafe, Pompeu Martins, salientou a importância deste momento para a continuidade de um projecto que agrega em torno de si reconhecimento não só no país, mas também na comunidade internacional. «Saio desta conferência com uma grande motivação, assente em duas constatações: a de que a obra que o Dr. Miguel Monteiro nos deixou continua a ser recordada com grande respeito, assim como todo o mérito que lhe assiste na conceptualização de um Museu como o que temos e que continuaremos desenvolver, mas também pelo lugar que ocupamos no seio da Association of European Migration Institutions, graças ao trabalho que estamos a construir e que nos une aos melhores que na Europa e no mundo trabalham nesta área. Saímos desta conferência com mais compromissos, mas também com mais suporte e com maior influência no âmbito da cooperação internacional e isso constitui uma excelente notícia para Fafe e para sua afirmação no domínio da Cultura».
5.10.10
"Ou Mun Ian, Macaenses"

6 de Outubro
Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe
Entrada livre
CHEONG Kin Man é natural de Macau. É licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade de Macau e coordenador de projectos do Studio Nilau, grupo que integra estudantes e profissionais de várias áreas que trabalham questões culturais de Macau.
Desenvolveu e apresentou vários projectos na área do documentário centrados na diversidade cultural e na identidade das populações de Macau pelos quais tem recebido vários prémios, apoios e bolsas, nomeadamente, pela Universidade de Macau, Fundação Macau e Fundação Oriente.
A convite do Instituto Internacional de Macau está a produzir o documentário em vídeo sobre Macau antiga, baseado na narração do académico Henrique Rodrigues de Senna Fernandes (falecido na 2ª feira, dia 4).
É também o produtor de “Pateo do Mungo” apresentado em Macau, São Paulo, Brasil e Lisboa, e de “As fontes da Água de Macau”, documentário apresentado em Macau, Cantão, Taichung (Taiwan), China e Lisboa.
Desde o ano de 2009 promove “Ou Mun Ian – Macaenses” já apresentado no Brasil, em Macau e Portugal. É realizado em vários pontos no mundo onde se encontra a diáspora macaense (Brasil, Canadá, Estados Unidos e Portugal) nos quais foram entrevistadas mais de uma centena de personalidades sob a forma de História Oral. Tem como consultor cultural o Doutor Jorge A. H. Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau e da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.
Com os devidos créditos ao Museu do Oriente transcrevemos:
«O documentário resulta da observação e investigação do autor, feita a partir de 2008, e de uma série de entrevistas, documentos e imagens (mapas, fotografias e vídeos) tendentes a construir a identidade das gentes de Macau e dos filhos da terra, ou seja, os Ou Mun Ian (os primeiros) e os Tou Sang, ou macaenses luso-asiáticos. Daí, o subtítulo do trabalho: “Diferentes interpretações da identidade dos Ou Mun Ian, após a primeira década de Região Administrativa Especial de Macau”.
Um tema tão actual quanto ainda recentemente o jornal South China Morning Post alertava para a ameaça que paira sobre a comunidade macaense, “habitantes originais que estão em risco de se tornarem uma espécie ameaçada”. De facto, os macaenses, mais de 100 mil na década de 60, do século passada, são hoje cerca de um quinto desse número.»
O Museu das Migrações e das Comunidades numa organização conjunta com o Cineclube de Fafe integra o percurso deste documentário em Portugal, procurando dar a conhecer a identidade de Macau. Com a presença de CHEONG Kin Man.
Uma boa sessão.










