A fotógrafa Dorothea Lange fotografou as duras condições da emigração na América durante a Grande Depressão dos anos 30.
28.5.10
Florence Thompson - Migrant Mother
24.5.10
Visiting
14.5.10
12.5.10
A Noite dos Museus
O Município de Fafe comemora a Noite dos Museus - 15 de Maio - e o Dia Internacional dos Museus - 18 de Maio - com uma série de iniciativas. As comemorações incluem visitas guiadas temáticas, ateliers e animações nos museus do Município.29.4.10
"Intifada"
Já aqui referimos a obra do artista plástico Carlos No pela sua abordagem a temas como Fronteira, Territórios ou (in/ex)clusão, Identidade e Direitos Humanos. No passado sábado inaugurou “Intifada” - outro seu trabalho concebido em torno destes conceitos. Pela mão de Carlos No:
“Intifada” é uma instalação site-specific cujo tema central é o da problemática das barreiras físicas criadas pelo Homem como elemento de separação entre pessoas.
Se por um lado este tipo de construções podem ser vistas e entendidas como uma solução para determinados problemas como, por exemplo, o da segurança, por outro, podem ser também entendidas como um meio e/ou pretexto para a segregação de alguém.
Esta obra pretende portanto questionar conceitos como os de Território, Fronteira, Margem e Exclusão, sem deixar de focar questões como as da intolerância, falta de comunicação, opressão ou abuso de Poder.
28.4.10
Visiting
© ESTF20.4.10
"48"
Le film "48" de Susana de Sousa Dias en compétition internationale au Festival Cinéma du Réel - Centre Pompidou a été recompensé avec le Grand Prix Cinéma du Réel.19.4.10
Visiting
Os alunos do curso profissional Técnico e Turismo Ambiental e Rural da Escola EB 2,3/S Padre Martins Capela, Terras de Bouro, manifestaram grande satisfação pela visita guiada ao Museu das Migrações e das Comunidades - apesar do mau tempo - realizada no dia 17 de Fevereiro de 2010. Os professores (mas mais importante os alunos) consideraram que "estiveram concentrados, motivados e interessados, interagindo com a guia, questionando e fazendo observações sobre o espólio exposto e sobre o que iam ouvindo".Recebemos este mail do docente Dr. João Ferreira, responsável pela segunda visita ao Museu de alunos da Escola EB 2,3 de Terras de Bouro. Parabéns pelo empenho no seu trabalho e obrigada. Até breve.
O Museu vai à Escola
© Escola Secundária de Caldas das TaipasPrémios Talento 2009
Os Prémios Talento, que cumprem este ano a sua quarta edição, pretendem homenagear portugueses e luso-descendentes no estrangeiro que se tenham distinguido nas áreas de Artes do Espectáculo, Artes Visuais, Associativismo, Ciência, Comunicação Social e Desporto. Divulgação da Língua Portuguesa, Política, Humanidades, Mundo Empresarial e Profissões Liberais são as outras categorias em concurso.
Em declarações à Lusa, fonte do gabinete do secretário de Estado disse que esta iniciativa "tem cumprido o seu objectivo que é o de homenagear cidadãos portugueses que se destaquem no estrangeiro e, sobretudo, espelhar melhor em Portugal as mais valias que proliferam lá fora".
"Infelizmente, em Portugal, continua a prevalecer uma ideia errada sobre a realidade e as potencialidades das comunidades portuguesas", disse a fonte. Apesar disso, a mesma fonte admitiu que "melhorou" a forma como se encara os portugueses no estrangeiro, mas sublinhou que "ainda há muito a fazer". “Há milhares e milhares de portugueses talentosos por esse Mundo fora, conhecidos e aplaudidos por lá. Falta o palco nacional reconhecê-los. Além de os homenagear, o Governo pretende, simbolicamente, estimular e agradecer-lhes o quanto prestigiam o país e os nossos cidadãos”, referiu.
As candidaturas aos Prémios Talento 2009 podem ser apresentadas pelos próprios candidatos ou por terceiros e enviadas por correio para a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas ou entregues em missões diplomáticas ou postos consulares. Um júri constituído por três pessoas para cada categoria irá seleccionar três candidaturas para cada categoria e determinar a vencedora.
As candidaturas serão admitidas até Junho e os vencedores serão anunciados em Julho durante uma gala que terá transmissão directa na RTP1, RTP Internacional e RTP África."
15.4.10
O Museu vai à Escola
Abriu-se uma janela para uma parcela da nossa história recente a partir da fotografia e do olhar humanista de G. Bloncourt. Numa sala com uma plateia composta por alunos do 10.º ano e a participação de docentes e do coordenador do CNO, Dr. Gil Santos, partilharam-se vivências e factos da emigração, da ditadura e da clandestinidade.
10.4.10
Visiting
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Ós que son
Ós que a han facer posible
…
“Gallicia é un vello país no que a emigración constitúe unha das suas características mais permanentes. As taxas migratórias dende a Idade Moderna son comparativamente altas dentro do contexto europeo, com dimensións semellantes ás da Irlanda e a Italia meridional na época das migracións transoceánicas masivas, segundo as diversas estimacións: non menos dun millón de galegos entre 1850 e 1930. Testemuñan hoxe en dia a magnitude do fenómeno tanto a presencia cotiá da emigración na vida social do país como a non menos visible presencia de emigrantes galegos nos países de destino, bem na América do sur, ben en varias cidades europeas.” in “Galicia unha luz no Atlántico” - Víctor F. Freixanes (Org.), Villares,R., Montesgudo, H., Gondar, M., Portela, C., Núnez Seixas, X., Vence, X., De La Dehesa, G.. Galiza: Edicións Xerais de Galicia, S.A., 2001
A História da emigração é mais um dos laços que une Portugal e Galiza. Nesta História encontramos caminhos que se cruzaram no passado, nas partidas, assim como nos regressos. As marcas vêem-se, por exemplo, em Portugal nas “Casas Brasileiras” dos emigrantes de “Torna-viagem” assim como nas “Casas Indianas” na Galiza.
11.3.10
Hugues de Varine em Portugal
Hugues de Varine estará de visita a Portugal entre 24 e 29 de Março de 2010.3.3.10
Emigrantes - o Brasil

Sabemos que cerca 15 000 portugueses terão embarcado para o Rio de Janeiro, em 1808, acompanhando o Príncipe D. João VI. Instalaram-se no Rio de Janeiro e, como seria de esperar, constituiriam a elite política, administrativa, militar, judicial e académica de Portugal, tendo saído famílias completas que circulariam nas proximidades da família real e da corte, sendo o momento descrito como repentino, mal planeada e caótica.
Já entre 1855 e 1914 emigraram para o Brasil 1 296 268 portugueses e, do Município de Fafe, entre 1834 e 1926, cerca de 8722.
Na literatura encontramos pela mão de, por exemplo, Ferreira de Castro em "Emigrantes" (1928) uma descrição interessante desta realidade de finais do século XIX e início do século XX.
O Oiro do Brasil fazia parte da tradição e tinha o prestígio duma lenda entre os espíritos rudes e simples. Viam-no reflorir nas igrejas, nos palacetes, nas escolas, nas pontes e nas estradas novas que os homens enriquecidos na outra margem do atlântico mandavam executar. Viam-no erguer-se, refulgente, ofuscante, em moedas do tamanho do sol ao fundir-se na linha do horizonte, precisamente para os lados onde devia ficar o país maravilhoso. E nenhuma esperança de grande prosperidade havia que não fosse cimentada com esse oiro que lá longe brotava, ininterruptamente.
Registavam-se até desalentos, pouca perseverança no trabalho da terra nativa, porque ninguém tinha fé, ninguém, em que esta viesse a compensar desgostos e canseiras. Palavra mágica, o Brasil exercia ali um sortilégio e só a sua evocação era motivo de visões esplendorosas, de opulências deslumbrantes e vidas liberadas. Sujeitos ao ganha-pão diário, sofrendo existência mesquinha, os lugarejos sonhavam redimir-se, desde as veigas em flor ao dorso das serranias, pelo oiro conquistado no país distante.
Aquela ideia residia dentro do peito de cada homem e era orgulho implacável até nos sentimentos dos mais agarrados ao terrunho. Vinha já dos bisavós, de mais longe ainda; coisa que se herdava e legava, arrastando-se pela vida fora como um peso inquietante. Todas as gerações nasciam já com aquela aspiração, que se fazia incómoda quando não se realizava.
Acocorava-se no canto da alma, como talismã, usável em momentos de desafio à sorte, ou como um bordão, para os instantes de soluções desesperadas."
1.3.10
21.2.10
“Le passeur” - uma peça de museu
© Cristina Guerra Contemporary ArtO vídeo tem uma tiragem de cinco exemplares, tendo o primeiro sido adquirido pela Ellipse Foundation Contemporary Art Collection.
A obra “Le Passeur” é constituída pela projecção de dois filmes.
Um deles apresenta os relatos de quatro pessoas envolvidas nos processos de emigração clandestina, por motivos políticos, entre 1971 e 1975.
"Europa"
© Carlos No Trânsito Proibido # 6, 2009
Sinal de trânsito em alumínio
© Carlos No Sinal de trânsito em alumínio
A galeria Arthobler em Lisboa tem patente a exposição "Europa" de Carlos No, artista cuja obra plástica se caracteriza pela expressão de uma preocupação crítica face a temas relacionados com o desrespeito dos Direitos Humanos nomeadamente no que se refere a situações de injustiça, ausência de liberdade, exploração e abuso de Poder.
Recorre a imagens, textos e objectos que utiliza mediante um dispositivo de confrontação de sentidos, como forma irónica de transmitir o seu ponto de vista sobre os assuntos em questão, explorando conceitos como os de Poder, Justiça, Exclusão, Identidade. in http://www.carlosno.com
"Europa" remete-nos para o universo migratório contemporâneo e para além destes sinais de trânsito em alumínio alusivos à viagem clandestina, uma outra obra desta exposição é constituída por um conjunto de caixas de correio e tem por tíulo "Champigny" evocando vivências da emigração portuguesa nos anos 60 e 70 para França, maioritariamente clandestina.
18.2.10
A viagem

Nos finais do século XIX é construído o porto de Leixões, na actual cidade de Matosinhos, distrito Porto. Os principais portos usados pela emigração portuguesa eram os das cidades de Lisboa, no rio Tejo e do Porto, no Rio Douro.
Para chegar ao Rio de Janeiro, até à década de cinquenta, a viagem era feita em barco à vela demorando cerca de 50 dias. A partir de 1851, usando o vapor, esta viagem passou a demorar apenas cerca de 24 dias. Se o vapor não fizesse qualquer escala, a viagem poderia fazer-se em 15 dias, de Lisboa ao Rio de Janeiro.
A emigração, na primeira metade do século XIX, estava limitada aos que podiam suportar o financiamento da viagem, cujo valor global era aproximadamente de 33$415 réis.
Para se entender a dimensão relativa desta importância, apresentamos como referência a "jorna" ou "jeira" salário diário de um trabalhador rural no valor de $160 réis, sendo necessários cerca de 208 dias de trabalho para financiar a viagem para o Brasil.
Assim, se hoje o mesmo trabalho diário corresponder, no mesmo contexto, a cerca de 40 Euros, o custo da viagem rondaria os 8 320 euros.
Face às despesas da viagem, estamos perante um impedimento da emigração generalizada, o que explica a emigração clandestina e a selectividade da emigração aos que tinham capital disponível ou a possibilidade de recorrer ao crédito. in www.museu-emigrantes.org
8.2.10
A casa II
Créditos fotográficos Luisa Langford
As inovações arquitectónicas e decorativas da casa do Brasileiros representam, na maior parte dos casos, uma reprodução ‘desfocada’ de soluções formais de uma arquitectura ‘elegante’ adoptada na construção residencial brasileira a partir de meados do século XIX mercê da actividade de arquitectos e companhias de construção europeias: um modelo onde pontuam influências da casa colonial vitoriana, soluções formais afrancesadas, misturadas com algum revivalismo de cariz italiano".
Nesta perspectiva, as edificações remetem para um quadro de leitura urbana da “Casa” que poderá ser categorizadas em três tipos: o palácio, a casa apalaçada e o palacete.
As representações feitas através da localização, da arquitectura e da decoração das fachadas de casas constituem alguns dos elementos que configuraram a personagem do “Brasileiros” e a teatralidade do seu tempo.
Estas casas apresentam-se rebocadas e caiadas, ou cobertas com azulejos, estando presentes as cores do Brasil, com beirais de faiança, varandas estreitas com guardas de ferro forjado ou fundido, platibandas decoradas, lanternins, clarabóias e estatuetas, átrios decorados com azulejo, escadarias de madeiras preciosas, tectos de estuque, portas e janelas altas encimadas por bandeiras com vitrais coloridos, lustres de cristal e delicados móveis e porcelanas.
3.2.10
A casa
O Brasil, na segunda metade do século XVIII e durante o século XIX foi o lugar propício para a acumulação de fortuna e o laboratório para o que veio a ser a ampliação de pequenos e modestos Solares do Minho, a construção das novas vilas e a ampliação das cidades.Em Portugal, mas com particular destaque para as cidades do Norte do país, permanecem vivas inúmeras evidências materiais e simbólicas da emigração para o Brasil.
O Norte de Portugal é o lugar das principais evidências da saída e do retorno do “Brasileiro”, observando-se as representações desse tempo, particularmente, nessa personagem e nas casas, dado que, com os primeiros lucros do Brasil, o emigrante com sucesso, regressava à terra para ampliar a casa mãe ou construir uma nova e “cobrir de arrecadas as irmãs queridas e a continuar, aqui, a vida laboriosa que nas terras do Brasil foi a sua glória”. (Figueirinhas, 1900)
O “Brasileiro”, originário de uma classe média e média alta rural, incorpora nos contactos cosmopolitas das cidades do Brasil e das permanentes viagens pelas capitais estrangeiras, os novos sentidos da urbanidade e os símbolos legitimadores de poder que faz transportar para as cidades e vilas do Minho.
Este retorno reflectiu-se na arquitectura, urbanismo e na industrialização do país, provocando a aceleração da actividade comercial, afirmando-se o “Brasileiro” e seus descendentes como constituintes de uma classe burguesa que se envolve activamente na vida pública em tempo de transformação de regime. na plataforma do Museu
28.1.10
27.1.10
Fim-de-semana com o Museu
Como agendado, encerraram este fim-de-semana as actividades levadas a cabo no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Migrantes - a exibição do filme “Le sault” (O salto) de Christian de Chalonge, França (1968) e a exposição “Le rêve portugais: 25 Ans d’ Immigration Portugaise en France” (O Sonho Português: 25 anos de imigração Portuguesa em França) - patente na sede de Junta de Freguesia de Antime e na sede de Junta de Freguesia de Arões S. Romão.O filme foi exibido para a comunidade educativa em parceria com o Agrupamento de Escolas de Arões, e paralelamente, no auditório da Casa Municipal de Cultura de Fafe a pedido de alguns docentes. O filme “Le sault” (O salto) além de ser um documento histórico valioso é uma obra de arte cinematográfica que se encontra fora dos circuitos comerciais.
22.1.10
21.1.10
Fafe - objecto de estudo
Fafe foi apresentado na segunda parte do "II Coloquio Internacional de Vigo sobre Paratraducción" em Novembro último por Luisa Langford Correira dos Santos, doutoranda do Grupo de Investigação T&P na Universidade de Vigo e docente do ISCAP com a comunicação "Paratranslation of the urban space in Fafe. An example of microcosmopolitanism".O vídeo na TV da Universidade de Vigo (Uvigo.tv) aqui
13.1.10
Sismo no Haiti
"Les immeubles qui sont écroulés sont le Palais National, les Ministères du Commerce et de l’Industrie, des Finances, des Affaires Etrangères, le Parlement, l’Hôtel Castel, l’Hôtel Christopher qui est le siege de la MINUSTAH, le supermarché Caraibéen Market, l’institut d’école congréganiste Sainte Rose de Lima ou Mère Lalue, l'Ecole Normale Superieure les lycees Jn Jacques Dessalines et Marie Jeanne. L'ecole Academie Diplomatique du prof. Regis.".
Aí encontramos também várias imagens do Haiti.
Enviamos um voto de pesar pelo património que desaparece para sempre, pela perda incomensurável das vidas humanas que pereceram e pela dor que assola o país e em particular as comunidades haitianas espalhadas pelo mundo.
12.1.10
"Le sault" de Christian de Chalonge
Exibição do filme "Le sault" (O salto) de Christian de Chalonge, França (1968) no encerramento da exposição “Le rêve portugais: 25 Ans d’ Immigration Portugaise en France” (O Sonho Português: 25 anos de imigração Portuguesa em França).
Ainda no âmbito desta iniciativa na sede da Junta de Freguesia de Arões está a ser exibido sob uma perspectiva pedagógica, o filme “Le sault” (O salto) de Christian de Chalonge, França (1968) para a comunidade educativa (3º Ciclo e Cursos EFA) em parceria também com o Agrupamento de Escolas de Arões.
“Le sault” (O salto) é um filme emblemático sobre a emigração portuguesa clandestina. Retrata de forma realista o crescente fluxo migratório, as condições em que partiam os emigrantes – a pé e em camionetas de carga - e a forma como eram recebidos em França. Para além da aproximação à nossa História recente, a abordagem desta realidade é também importante do ponto de vista social, basta referir os passageiros clandestinos em barcos sobrelotados à porta do espaço Schengen para lembrar toda a actualidade do fenómeno.
Com esta primeira obra o francês Christian de Chalonge representou França no festival de Veneza e viria a arrecadar, em 1968, o prestigiado Prémio Jean Vigo.
Serão ainda promovidas mais duas exibições para o público em geral – uma na sede da Junta de Freguesia de Antime no próximo dia 24 de Janeiro, domingo, pelas 15 horas e outra na sede da Junta de Freguesia de Arões S. Romão no próximo dia 22, sexta-feira, pelas 21 horas. No final das sessões será aberto um espaço de debate e troca de ideias. Aqui fica aqui o convite.
10.1.10
Fotografar a emigração nos anos 80
Segunda escolha de António Pedro Ferreira, fotojornalista do Expresso, apresentado na [Kgaleria], Bairro Alto, Lisboa.
O Salto de um fotógrado enquanto jovem
O que leva um médico recém-nascido a abandonar o berço da Pátria e a refugiar-se em Paris na Casa de Portugal? A desilusão de um país adiado, o engano na escolha do canudo, ou a coragem de finalmente poder fugir com a amante? Entenda-se: a fotografia. Está ultima hipótese é a mais considerada em círculos próximos e amigos do António Pedro Ferreira.
Esta fuga reporta a 1982 e estende-se até 84, o período sabático que esse jovem médico com a cabeça na fotografia permaneceu em Paris atrás de emigrantes portugueses, à procura de um conjunto de imagens que pudesse testemunhar e entender socialmente os seus conterrâneos emigrados. A aventura foi possível graças a uma parca bolsa da Secretaria de Estado da
Cultura, ao apoio de amigos que então estudavam em Paris, a um impulso próprio dos apaixonados: uma urgência em pegar na Leica M4 e ir em busca de uma história, de um discurso visual. (...)
Excerto do texto de Luiz Carvalho publicado aqui.
Saudade
Miguel Monteiro faria hoje 55 anos.Parabéns mestre.
Abraçamos-te.
Créditos fotográficos Pompeu Miguel Martins in Máquina Royal.












