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23.11.12
26.7.12
IV Encontro Luso-Brasileiro de Museus Casas

A Fundação Casa de Rui Barbosa está a promover, de 13 a 15 de agosto, o IV Encontro Luso-Brasileiro de Museus-Casas: Revestimentos internos das casas do século XIX, dedicado ao debate dos revestimentos arquitetônicos dos interiores, com destaque para o azulejo, o estuque e a pintura mural, e as relações entre a tradição portuguesa, com traços ocidentais e orientais, e sua aplicação no Brasil.
Por ocasião das comemorações do Ano de Portugal no Brasil e Ano do Brasil em Portugal (7/09/2012 – 10/06/2013), o IV Encontro presta homenagem ao Real Gabinete Português de Leitura, pelos seus 175 anos de serviços de divulgação cultural, e assinala a parceria que vem sendo desenvolvida entre a Fundação Casa de Rui Barbosa e as organizações portuguesas Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva (FRESS), Museu da Emigração e das Comunidades (MEC) e o ICOM Portugal.
mais informação http://www.casaruibarbosa.gov.br
20.12.09
Jardim do Calvário ou Passeio Público
A actual configuração do Jardim Público é o resultado da transformação de uma elevação morfológica designada por "Outeiro do Calvário", onde existiu uma pequena capela. A poente desenhava-se a Estrada Real Guimarães - Cavez, rasgada num "Vale de Estevas" e ladeada por um cais construído em 1838 e que hoje é conhecido por Arcada.Aí foi crescendo um povoado à volta do qual se desenvolveu o actual Centro Cívico, objecto de remodelação recente, tendo como referentes alguns elementos de marcação simbólica do século XIX, onde os «brasileiros de torna-viagem» instalaram as sua moradias e uma burguesia cosmopolita de capitalistas, comendadores e barões circulavam, instituindo o lugar de elegância.
A transformação do Outeiro do Calvário em Jardim Público, aparece delineado numa planta da Vila com data de 1866, aparecendo referida, em Deliberação Municipal de 11/11/1889, a apresentação do seu projecto. A sua construção ficou a dever-se ao Comendador Albino de Oliveira Guimarães, tendo este assinado um contrato, em 2 de Março de 1890, com os mestres Domingues Fernandes e Francisco Cerdeira.
Com o surgimento de uma nova burguesia na segunda metade do Século XIX, o Passeio Público, passa a constituir-se como lugar de encontro e ócio, cumprindo uma função ideológica e simbólica para os que o frequentavam. Aí se comentam as últimas novidades ouvindo música tocada por bandas nos coretos e assistindo a representações teatrais e ao lançamento de fogo de artifício.
O jardim público de Fafe, com aspecto híbrido de Alameda, Parque Jardim Privado, é delimitado por grades de ferro, apoiadas em pilares de pedra e desenhado numa forma aproximadamente quadrangular. As escadarias de acesso com lanços laterais e pátio de acesso, gradeamento e portais, em ferro, simétricos, localizados nos lados nascente e poente, fazem dele um dos poucos exemplares de Passeio Público ainda existentes.
Este jardim mantém, ainda, as características estruturais e decorativas desde a sua fundação.
O jardim público de Fafe, com aspecto híbrido de Alameda, Parque Jardim Privado, é delimitado por grades de ferro, apoiadas em pilares de pedra e desenhado numa forma aproximadamente quadrangular. As escadarias de acesso com lanços laterais e pátio de acesso, gradeamento e portais, em ferro, simétricos, localizados nos lados nascente e poente, fazem dele um dos poucos exemplares de Passeio Público ainda existentes.
Este jardim mantém, ainda, as características estruturais e decorativas desde a sua fundação.
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