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5.8.13

'4 em 1' - Observatório dos Luso-Descendentes



Convite do Observatório dos Luso-Descendentes

7 de agosto, pelas 18h30 no El Corte Inglês de Gaia, Porto

'4 em 1'

- 'A Terra do Chiculate' de Isabel Mateus - apresentação do livro por Tina Melhorado
- Debate sobre Emigração com a presença de Nathalie de Oliveira e Aude Amorim
- Exposição de Pintura e Escultura de Cristina Rocha
- Filme 'A Gaiola Dourada'

17.2.13

Ideias de Origem Portuguesa



Ideias de Origem Portuguesa
Lá se pensam, cá se fazem.

Ideias de Origem Portuguesa é um concurso para encontrar e promover projetos nas áreas do Ambiente e Sustentabilidade, Inclusão Social, Diálogo Cultural e Envelhecimento.
Uma iniciativa sua e da Fundação Calouste Gulbenkian na área do empreendedorismo social. É um desafio a todos os Portugueses na diáspora que têm ideias, talento e vontade de fazer mais e melhor. É uma convocatória a todos os que, apesar da distância, desejam participar na construção de Portugal, através de uma cidadania ativa, envolvente e participativa.

Para participar, basta ter vontade de implementar um bom projeto de inovação social e já agora ler o regulamento. Juntar uma equipa de 3 pessoas que inclua pelo menos um português ou lusodescendente residente no estrangeiro. Ter um discurso poderoso e convincente, fazer um vídeo com o mesmo.

11.10.12

Gérald Bloncourt no Musée d'Aquitaine




Vendredi - 19 oct, 18h - place au Portugal

« Pour une vie meilleure »
Photographies de Gérald Bloncourt.

Vernissage de l’exposition en présence du photographe
En savoir plus

8.8.12

15.º Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes


Fafe recebeu no passado dia 3 o 15.º Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes, que se realizou nas cidades de Braga, Fafe, Guimarães e Vila Nova de Famalicão entre o dia 30 de Julho e 4 de agosto. O Encontro é organizado anualmente pela Coordenação das Colectividades Portuguesas em França (CCPF) e decorre sempre em diferentes distritos portugueses. O objectivo é reunir jovens de diferentes países europeus, para que possam partilhar as realidades associativas dos diferentes países de origem, e conhecer melhor o país de origem dos seus antepassados, as suas raízes.

Este é já o terceiro ano que o Município de Fafe colabora com a Coordenação das Colectividades Portuguesas em França na organização de um dia passado nesta cidade, na descoberta da história da emigração portuguesa, da cidade e das suas especificidades e da história que nos une.
O grupo que este ano descobriu Portugal, integrou jovens lusodescendentes de França, Estados Unidos da América, Haiti, Luxemburgo e Suécia. O programa do dia 3 incluiu uma especial visita ao Museu das Migrações e das Comunidades, ao Museu de Imprensa e um percurso pelo centro histórico de Fafe, terminando a manhã com uma visita ao belo Teatro Cinema, visita brindada com um inesperado momento musical de Adelino Sousa o animador cultural que acompanhou os jovens, radicado em França, e Débora Arruda, açoriana e professora de português em França, membro da CCPF.

A tarde iniciou na Sala Manoel de Oliveira com a Cerimónia Oficial de encerramento deste 15.º Encontro de Lusodescendentes, sessão que contou com a presença do Executivo do Município, com o responsável da Caixa de Crédito Agrícola, e com o Director Executivo da ADRAVE, que apoiaram a realização do encontro, assim como, com a participação de Marie-Hélène Euvrard, vice-presidente da CCPF.

Neste espaço decorreu ainda a exibição do documentário ‘Transbordados: de Arões para a Europa’ de Tiago Moreira, (produção ADISFAF) que inclui testemunhos de portugueses que partiram para França nos anos 60 e 70, assim como, a visão dos jovens que no presente se questionam perante a possibilidade de emigrar. A sessão foi seguida de uma tertúlia na qual se trocaram ideias sobre questões de identidade e de pertença. De assinalar que todos os jovens lusodescendentes do grupo falavam português e demonstravam uma enorme vontade de conhecer Portugal. Estes jovens tinham diferentes histórias de vida e diferentes contextos, pois os seus pais emigraram de diferentes pontos do país; uma das jovens é descendente de pais e avós maternos naturais de Silvares S. Martinho, Fafe.




O dia terminou com uma visita ao Museu do Moinho e do Povo de Aboim, seguida de uma visita e prova de vinhos à empresa “Vinhos Norte”. Um dia pleno de descobertas, encontros e partilhas.
 

O programa deste dia 3 contou com o apoio da ADISFAF, da ADRAVE, do Cineclube de Fafe, da Junta de Freguesia de Aboim, da Junta de Freguesia de Silvares S. Martinho e da empresa Vinhos Norte.

2.8.12

15.º Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes

A Coordenação das Colectividades Portuguesas em França organiza todos os anos o Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes em Portugal. Este encontro tem como objectivo, reunir jovens de diferentes países europeus para que possam partilhar as realidades associativas nos diferentes países de origem. 

O programa do 15.º Encontro, que teve inicio no dia 30 de Julho, está a decorrer entre as cidades de Vila Nova de Famalicão, Braga e Guimarães, encerra amanhã, dia 3 de agosto na cidade de Fafe. Este é já o terceiro ano (http://www.ccpf.info/eejl_photos.html) que o Município de Fafe colabora com a Coordenação das Colectividades Portuguesas em França na organização de um dia passado nesta cidade, na descoberta da história da emigração portuguesa, da cidade e das suas especificidades e da história que nos une. 

O grupo que este ano descobre Portugal, integra jovens lusodescendentes de França, Estados Unidos da América, Itália, Luxemburgo e Suécia. O programa do dia 3 inclui uma especial visita ao Museu das Migrações e das Comunidades, ao Museu de Imprensa e um percurso pelo centro histórico de Fafe. A manhã termina com a visita ao belo Teatro Cinema. 

A tarde inicia na Sala Manoel de Oliveira com a exibição do documentário ‘Transbordados: de Arões para a Europa’ de Tiago Moreira, (produção ADISFAF) que inclui testemunhos de portugueses que partiram para França nos anos 60 e 70, assim como, a visão dos jovens que no presente se questionam perante a possibilidade de emigrar. A sessão será seguida de uma tertúlia com a presença de jovens locais e intervenientes no documentário. Sessão aberta ao público, com entrada gratuita.

Decorrerá também nesta sala a Cerimónia Oficial de encerramento do Encontro com a presença do Executivo do Município. Para terminar o dia será ainda realizada uma visita ao Museu do Moinho e do Povo de Aboim, seguida de uma visita à empresa “Vinhos Norte”. Ficará assim o dia pleno de descobertas, encontros e partilhas. 

O programa do dia 3 conta com o apoio da ADISFAF, da ADRAVE, do Cineclube de Fafe, da Junta de Freguesia de Aboim, da Junta de Freguesia de Silvares S. Martinho e da empresa Vinhos Norte, sem os quais o dia não seria certamente tão rico.

26.7.12

IV Encontro Luso-Brasileiro de Museus Casas


A Fundação Casa de Rui Barbosa está a promover, de 13 a 15 de agosto, o IV Encontro Luso-Brasileiro de Museus-Casas: Revestimentos internos das casas do século XIX, dedicado ao debate dos revestimentos arquitetônicos dos interiores, com destaque para o azulejo, o estuque e a pintura mural, e as relações entre a tradição portuguesa, com traços ocidentais e orientais, e sua aplicação no Brasil.

Por ocasião das comemorações do Ano de Portugal no Brasil e Ano do Brasil em Portugal (7/09/2012 – 10/06/2013), o IV Encontro presta homenagem ao Real Gabinete Português de Leitura, pelos seus 175 anos de serviços de divulgação cultural, e assinala a parceria que vem sendo desenvolvida entre a Fundação Casa de Rui Barbosa e as organizações portuguesas Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva (FRESS), Museu da Emigração e das Comunidades (MEC) e o ICOM Portugal.

18.1.12

Cabinet português com painel de azulejos pintado à mão em França

A empresa Boca do Lobo volta este ano a estar presente no salão Maison & Objet que vai ter lugar no Paris Nord Villepinte, França, de 20 a 24 de janeiro. Apresenta o Heritage Sideboard que vem consagrar a homenagem à azulejaria e provar que a mesma é um património valioso reconhecido além-fronteiras. (...)

“Esta seleção como tendência para 2012 é mais uma prova de que a nossa paixão pela recuperação das artes manuais do nosso país faz todo o sentido e há um mundo inteiro preparado para as admirar se as soubermos transmitir e comunicar, os a r t e s ã o s são ainda alguns pelo país espalhados e temos que fazer com que estas artes não se acabem” diz Ana Gomes da Boca do Lobo.

Esta versão Heritage em formato aparador, apresenta diferentes camadas de azulejos onde cada uma delas conta uma história diferente. Terá um Heritage que atravessa diferentes épocas e séculos que se juntam num painel final.


Nas diferentes camadas poderá encontrar diferentes pinturas em azulejo, inspiradas em diferentes períodos da história Portuguesa, retirados de diferentes edifícios históricos de cada época, como conventos, colégios, igrejas entre outros. No seu interior irá encontrar folha de ouro, que fará com que recorde os edifícios referidos anteriormente que normalmente apresentavam interiores ricos em ornamentos e dourados. (...) O azulejo português vai mesmo conquistar o mundo!” in Lusojornal

3.5.11

Viagens virtuais pelos lugares de memória

O programa das XII Jornadas de Cultura Alemã do Departamento de Estudos Germanísticos e Eslavos do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho inclui no amplo programa, apresentações de trabalhos realizados por alunos do Programa Intensivo ERASMUS/LLP "Mnemo-Grafias Interculturais".

O Programa Intensivo - "Mnemo-Grafia Intercultural - Portugal, Itália e Alemanha em representações transmediais desde o século XIX" é uma iniciativa do Departamento de Estudos Germanísticos da Universidade do Minho e teve desde as primeiras diligências uma aceitação genérica por parte das universidades de Salerno e Hamburgo.

"A ideia subjacente ao programa é que toda a representação intercultural é – à semelhança da construção de «lugares de memória» nacionais – passível de ser entendida como um complexo processo semiótico, cujos multifacetados mecanismos e modos de funcionamento devem ser analisados numa perspectiva transcultural e transmedial."

O objecto de estudo definido são as "representações interculturais dos três países participantes deste projecto não só nos tradicionais média impressos (literatura, guias turísticos, etc.) como nos novos média audiovisuais e digitais (filme, internet), dando-se assim conta da crescente complexidade dos contactos entre culturas na era da hipermobilidade (turismo de massas) e da hipermedialidade.” in http://www2.ilch.uminho.pt/deg/

Neste âmbito o Município de Fafe vai receber no próximo dia 10 de Maio após visita ao Museu das Migrações e das Comunidades, pelas 16h, no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe duas “Viagens Virtuais” pelos espaços de memória:

- Os Lugares de Memória de Salerno e de Hamburgo

- Os Lugares da Memória Luso-Alemã em Hamburgo

Com a presença do grupo de trabalho internacional composto de professores e estudantes alemães, italianos e portugueses da Universität Hamburg, da Università di Salerno e da Universidade do Minho.
Entrada livre.

28.1.11

Seminário "A Emigração na Primeira República"

Prof. Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade (CEMRI/UAb), Dr. José Ribeiro (Presidente da CMF), Dr. Pompeu Miguel Martins (Vereador da Cultura CMF)
Fotografias de Manuel Meira
Terminou num clima de satisfação, com a presença de dezenas de participantes, o seminário “A Emigração na Primeira República” que decorreu na passada 6ª feira, dia 21, no auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, realizado no âmbito do programa oficial da Câmara Municipal de Fafe para as comemorações do Centenário da Implantação da República, através do Museu das Migrações e das Comunidades em parceria com o CEMRI – Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais/Universidade Aberta.

Na sessão de abertura o Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Dr. José Ribeiro, assinalou o facto de o evento reforçar o trabalho de implementação do Museu das Migrações, “um projecto prioritário para o Município de Fafe”, que se consolidará como um projecto nacional. A emigração foi e é um factor estruturante das sociedades que deve ser efectivamente abordado ao abrigo de diferentes perspectivas de investigação. Paralelamente as comunidades de emigrantes podem participar activamente neste trabalho, visando o seu conhecimento, preservação e divulgação.
O painel da manhã com o tema “Primeira República - A Emigração e a Imigração em Portugal” foi moderado pelo Prof. Doutor Albertino Gonçalves do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e contou com a comunicação “Políticas e práticas de emigração na Primeira República” pelo professor catedrático Jorge Fernandes Alves da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigador do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória), que procurou equacionar as posições políticas sobre a emigração neste período, caracterizar as medidas tomadas e sondar a realidade através de dados históricos.

Comunicação do Prof. Doutor Jorge Fernandes Alves (FLUP)

Seguiu-se o professor catedrático Viriato Capela do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho apresentou “A emigração e o surgimento da acção regionalista em Portugal”. Este painel contou também com a presença dos contributos de dois investigadores do fenómeno migratório da Galiza para Portugal.

O professor catedrático Domingo Luis González Lopo da Faculdade de História e Xeografia da Universidade de Santiago de Compostela e coordenador adjunto da Cátedra UNESCO nº 226 sobre Migraciones situou o colectivo galego residente em Lisboa durante a segunda metade do século XIX. Analisou os estereótipos sobre a imagem dos galegos em Portugal, o desenvolvimento do associacionismo, a criação da imprensa para defesa dos seus interesses e a educação dos filhos – muitos já portugueses por nascimento -, assim como, a posterior intervenção política destes nos movimentos sociais e políticos e na sua colaboração activa na vida política e na instauração da I República.

O professor Carlos Pazos Justo do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho (Prémio de Investigação Carvalho Calero em 2009) apresentou uma aproximação à trajectória da emigração espanhola em Portugal na 1ª República com a comunicação “A emigração espanhola em Lisboa na Primeira República: o caso do enclave galego” tentando substantivar as estratégias que este adoptou no novo panorama político após 1910.
O painel da tarde subordinado ao tema “Portugal/Brasil - Factos, Gentes e Representações” foi moderado pelo Dr. Henrique Barreto Nunes, ex-director (recentemente aposentado) da Biblioteca Pública de Braga e do Arquivo Distrital de Braga, actualmente vice-presidente do Conselho Cultural da Universidade do Minho e pela Dra. Isabel Alves educóloga a desempenhar funções no Museu das Migrações e das Comunidades e coordenadora do seminário. O Dr. Henrique Barreto Nunes abriu o painel com profundas palavras de homenagem àquele que foi o seu grande amigo, historiador e defensor activo e permanente do património histórico - Dr. Miguel Monteiro, mentor do projecto do Museu.
Com a comunicação - “Portugal-Brasil: Trajectórias de sucesso e de insucesso no contexto migratório” - a professora catedrática Maria Beatriz Rocha-Trindade, fundadora do CEMRI, titular da Ordre National du Mérite, de França, com o grau de Chevalier, da Medalha de Mérito do Município de Fafe e da Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, de Portugal, centrou-se na presença portuguesa no Brasil, que se estende desde o seu «Achamento» até à actualidade. Retratou os “Homens e mulheres que circularam entre o continente europeu e o continente americano, atravessaram o oceano num e noutro sentido, através do que poderia ser chamada: a «ponte atlântica». E, em cada época, não só encontraram justificação para fazê-lo como transportaram consigo a esperança de poder atingir uma melhoria económica ou de poder vir a alcançar uma situação de liberdade.”
Seguindo o tema Portugal-Brasil o Município de Fafe esteve representado pelo historiador local Daniel Bastos com a comunicação “O concelho de Fafe durante a I República e o fenómeno migratório” cujo principal objectivo foi “analisar as dimensões históricas da I República no concelho de Fafe que se interligam com o fenómeno migratório.”
Seguiu-se o professor catedrático Jorge Arroteia da Universidade de Aveiro, fundador da biblioteca digital Emigrateca Portuguesa que apresentou “Uma visão retrospectiva sobre as migrações portuguesas” e abordou os movimentos migratórios desde as Descobertas, passando pelos diversos “destinos da emigração portuguesa traçados desde os finais do século XIX que se alteraram no decurso do século XX.”
Terminadas as comunicações a sessão foi seguida de um espaço de debate que contou com uma grande participação do público presente. O evento foi encerrado pela coordenadora do seminário Dra. Isabel Alves, pela Prof.ª Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade que com o Dr. Artur Ferreira Coimbra constituíram a Comissão Científica do seminário, e pelo vereador da cultura Dr. Pompeu Miguel Martins que fez um especial agradecimento a todos quantos tornaram possível a realização do seminário (Isabel Alves, Jesus Martinho, Joaquim Gonçalves, Manuel Meira, Rita Gonçalves, Sandra Novais) e em particular à Prof.ª Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade por todo o percurso realizado desde o início da implementação do Museu. Reforçou ainda a vontade do senhor Presidente Dr. José Ribeiro na consolidação do Museu, apresentando uma visão dos projectos futuros.


Dra. Isabel Alves (MMC), Dr. Pompeu Miguel Martins (Vereador Cultura CMF), Prof. Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade (CEMRI/UAb)

Fez ainda um especial agradecimento a uma personalidade essencial na criação do Museu das Migrações e das Comunidades – o Historiador professor Miguel Monteiro. De assinalar que o seu nome foi lembrado ao longo de todo o dia por todos os oradores com palavras de admiração e carinho imensos, mencionado como alguém que tinha “o infinito como limite”.

8.11.10

Arte Lisboa 2010


© Carlos No

Este espaço tem por missão também divulgar a arte que se faz em torno da temática das migrações.
Neste sentido já aqui mostramos o trabalho de Carlos No, cuja obra “Champigny” foi agora seleccionada para integrar a secção “Project Rooms” da ARTE LISBOA 2010, este ano com curadoria de Filipa Oliveira.

A obra “Champigny” é (...) "uma peça de parede constituída por 28 caixas de correio construídas pelo artista com restos de madeira de diferentes tipos e origens. Estão dispostas mais ou menos por sequência numérica mas de modo desalinhado. Cada caixa tem, para além de um número, um ou mais nomes de pessoas de diferentes nacionalidades. Estas correspondem às das maiores ou mais representativas comunidades de imigrantes existentes actualmente em Portugal, que vão desde o Brasil e restantes países lusófonos, passando por outros países de África, Ásia e Europa de Leste.

Embora a obra procure evocar uma realidade portuguesa actual, o título remete-nos, no entanto, para um outro contexto geográfico e temporal, poder-se-á mesmo dizer histórico. Champigny é o nome de uma cidade francesa a leste de Paris que na década de 60 do século passado foi um dos locais de destino de uma grande parte dos imigrantes portugueses que, em busca de trabalho ou em fuga ao regime salazarista e à Guerra Colonial, procuravam em França um melhor local para viver.

Apesar de hoje em dia Champigny ser uma cidade dormitório, satélite de Paris, está, no entanto, muito longe daquilo que era na década de 60 do séc. XX pois nessa altura pouco mais era do que um bairro de lata na periferia da cidade, sem quaisquer condições de habitabilidade. Contudo, foi aqui que cerca de 40 mil portugueses construíram/encontraram a sua primeira “casa” (barraca) e nela viriam a habitar durante vários anos.

Pretendi assim, ao confrontar duas realidades bem semelhantes ainda que afastadas no espaço e no tempo, criar um paralelismo entre a realidade portuguesa de então e a actual, embora num sentido inverso. Num gesto como que de um “virar o espelho para nós próprios”, país com grandes tradições de emigração, para reflectirmos melhor sobre o nosso comportamento actual perante aqueles que procuram Portugal em busca de melhores condições de vida. Carlos No

30.10.10

A ponte

No museu "a palavra é uma espécie de ponte lançada entre mim e os outros".
Mikhail Bakhtin (1929)