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3.4.12

Documento do mês

Fotografia Manuel Meira

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe foi fundada no dia 19 de Abril do ano de 1890. João Crisóstomo foi o seu principal fundador. Os primeiros estatutos, de 1891, vigoraram até ao ano de 1975.

Na imprensa local podemos encontrar múltiplas referências ao trabalho da Associação e aos actos de coragem e entrega dos Bombeiros Voluntários, assim como, ao seu fundador, em particular no Almanaque Ilustrado de Fafe (1909-2000), publicação anual fundada por Artur Pinto Bastos.

O Museu de Imprensa integra uma colecção de 1500 gravuras, matrizes únicas de admirável valor plástico e patrimonial, datadas de finais do século XIX até às últimas décadas do século XX. A técnica da gravura em metal começou a ser utilizada na Europa no século XV.

As matrizes podem ser feitas sobre placas de cobre, zinco ou latão, e gravadas com incisão directa ou pelo uso de banhos de ácido. As técnicas mais usuais são água-forte, água-tinta e ponta seca.

No presente ‘Documento do mês’ encontram-se em exposição duas gravuras em zinco, datadas de 1920 e de 1949, que foram utilizadas em posteriores edições anuais do Almanaque Ilustrado de Fafe, assim como, no Jornal ‘O Desforço’ na ilustração de notícias relativas aos Bombeiros Voluntários de Fafe.

28.3.12

Association of European Migration Institutions Annual Conference - Cracow 2012



CRACOW, POLAND
Thursday 27th – Saturday 29th September 2012

CALL FOR PAPERS


Themes:
1. How lessons from the past may help address questions related to migrations today.
Issues like integration, assimilation, segregation, multiculturalism, cultural pluralism, xenophobia and problems of the third generation immigrants were already discussed during time of the great migration by historians like Louis Adamic and Marcus Lee Hansen.
(- Adamic characterized pluralism not only by openness toward diverse groups but also by an understanding that full cultural citizenship depends upon vital connections: to an inclusive debate about policies affecting all peoples, to a dynamic, multiethnic American history, to labor movements and organizations, to local school systems.
- Lee Hansen´s problem of the third generation applies to the theory that derives from the almost universal phenomenon that what the son wishes to forget the grandson wishes to remember.)
Many scholars believe that Adamic´s works on cultural diversity in a multi-ethnic society are still important for the development of strategies in the area of cultural pluralism not only in the United States but also in Europe today.
What can the integration of European immigrants in the New World teach us about the migration challenge in Europe today?


2. Shaping Europe´s identity: Internal migrations - past and present.
Internal migrations involved about half or more of the total European populations by the middle of the 1800s, and transborder migrations was particularly high for Poles and Italians. The rebuilding of Europe after World War II, the creation, and later enlargements of EU, the Balkan wars, the dissolution of the Soviet Union, and the present global financial crisis, have in various ways established new forms of mobilities.
How have these changing migration patterns shaped Europe´s identity?


Workshops:
1. A book on Europe´s migratory history
2. European Migration Heritage Routes.
3. Migrapedia


to know more

23.3.12

Gérald Bloncourt - Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras


Gérald Bonclourt vai receber hoje, dia 23 de Março, a medalha de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras, atribuída pela câmara do 11.º bairro de Paris.

'Tem 85 anos e mantém o olhar comprometido com que enquadrou as mais de 200 mil fotografias arquivadas no seu escritório, em Paris: operários, emigrantes, pobres, bairros de lata, greves, miséria, preto e branco. «Denunciava toda a exploração, de todos os operários, de todas as mulheres, de todos os homens», conta.

Gérald Bloncourt é fotógrafo, poeta e pintor. Nasceu no Haiti. Depressa abraçou a arte e a revolução. Nunca mais largou nenhuma das duas. Em 1946 juntou-se à revolta de estudantes e jovens intelectuais que empurrou o Presidente Elie Lescot do poder. Um golpe militar expulsou-o para França. Aqui encontrou a fotografia.

Publicou sempre em jornais de esquerda, em vários títulos da imprensa francesa. Encontrou os portugueses por acaso, eram os anos de 1950.

«Encontrei na Torre Montparnasse, que estava a fotografar andar por andar, operários portugueses. Simpatizei com eles porque senti sempre muita amizade por Portugal. Quando era miúdo li sobre os grandes descobridores, fascinavam-me. Não percebia como é que aquelas pessoas, que tinham descoberto mundo, podiam viver debaixo de uma ditadura feroz», disse.

Bloncourt quis saber onde viviam: «Explicaram-me, deram-me moradas, bairro clandestino - bidonville - de Champigny», conta. Depressa passou a ser cara conhecida e a poder fotografar toda a gente.

«Depois de fazer diversas fotografias pensei: mas se vivem aqui nesta miséria, como será que é a vida em Portugal? E fui. Vi os bairros de Lisboa, fiz todos os percursos da emigração e descobri a realidade de Portugal e a polícia política, um terror», recordou.

Ficou agarrado à história. Voltou diversas vezes, atravessou os Pirenéus a pé com quem vinha a salto, voltou a Portugal no ano de 1974, depois da Revolução, no mesmo avião em que regressou Álvaro Cunhal. «Vivi, por mero acaso, a vida da emigração portuguesa», diz.

Há dois anos a história mandou-lhe um email. A célebre portuguesinha do bidonville, a menina de cinco ou seis anos, suja, de boneca na mão, no meio da lama do bairro de lata, escreveu-lhe. Gérald desconfiou mas confirmou. Era ela: «A fotografia foi publicada inúmeras vezes, foi o cartaz da exposição em Lisboa, em 2008. Hoje falamos ao telefone às vezes. Ela é parte da família», diz.

À distância de meio século, Bloncourt diz não ter dúvidas de que a França, «uma potência imperialista e colonialista, tratou mal todos os imigrantes». Os portugueses não foram excepção: «Eles até estavam mais fragilizados porque vinham a fugir a uma ditadura e à miséria. Não tinham alternativa. Calavam a boca. Foram sobre-explorados, claro. Mas foram ajudados pelos trabalhadores franceses. É preciso não confundir a França com o povo francês», acrescentou.

Olhando para hoje, o fotógrafo considera que não há retratos novos nesta nova crise, diz que os rostos são os mesmos: é ainda, sustenta, a mesma luta de classes e será assim «enquanto existir o regime capitalista».

«A única forma de isto mudar é repensar o mundo e viver de outra forma. E a isso chama-se revolução. Não é comunismo, é bater-se pelos direitos dos outros», defendeu.'

5.3.12

III Jornadas Literárias de Fafe

3.ª edição das Jornadas Literárias de Fafe

A iniciativa resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Fafe e todos os estabelecimentos de ensino e agrupamentos escolares do Concelho, assim como, associações e juntas de freguesia.


As III Jornadas Literárias têm como tema envolvente “As palavras e o tempo” e como subtema a epígrafe “Fafe dos brasileiros”.


Pode consultar o programa no endereço http://www.jornadasliterariasdefafe.com/

22.2.12

Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa

'A COTEC Portugal deu, na semana passada, início formal ao lançamento do período de candidaturas ao Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, que termina a 26 de março. Este Prémio é uma iniciativa da COTEC Portugal, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, que pretende distinguir os Portugueses que, pela sua ação empreendedora e inovadora, se notabilizaram fora de Portugal nas suas respetivas atividades empresariais, mas também a nível social ou cultural.


Este Prémio tem contribuído para fortalecer a ligação dos Portugueses ao seu país de origem, mas também tem permitido reforçar a imagem e prestígio de Portugal no estrangeiro. Por acréscimo, pretende-se que tenha reflexos na internacionalização da economia e na atração de investimento, mas também no aspeto da valorização da língua e da cultura nacional. O Prémio Diáspora já deu a conhecer, ao longo destes cinco anos, importantes personalidades que se afirmaram nos meios empresariais, sociais e políticos, em sociedades de acolhimento da mais elevada exigência, como Austrália, EUA ou França.


António Frias, Presidente da S&F Concrete, e João Mena de Matos, cofundador e CEO do European Design Centre, foram os vencedores da edição de 2011 do Prémio, que reuniu um número recorde de candidaturas: 112. Os candidatos da edição passada são oriundos de 30 países, onde se destaca a participação, pela primeira vez, de candidatos da África do Sul, do México e de Singapura. Já em edições anteriores venceu Isidore Fartaria, empresário português em Clermont-Ferrand e Presidente da CCI do Puy-de-Dôme.


Tradicionalmente, este Prémio regista uma maior participação das Comunidades portuguesas no Brasil, Canadá, Estados Unidos e França. Desde sempre, os setores mais representados são o financeiro, com 28% das candidaturas, seguido da restauração/ turismo, com 15% de candidatos, e a investigação e ciência, com 12%.


O evento de entrega do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa encontra-se, desde a sua primeira edição, inserido nas Comemorações do Dia de Camões, Portugal e das Comunidades Portuguesas e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República.

(...)

Os interessados podem obter mais informação sobre regulamento e condições de candidatura ao Prémio Diáspora em: www.cotec.pt/diaspora'
in Lusojornal

3.2.12

XIII Jornadas de Cultura Alemã

XIII JORNADAS DE CULTURA ALEMÃ - ELOS ALEMANHA – PORTUGAL – BRASIL
24 de Fevereiro a 5 de Março de 2012

PROGRAMA

Sexta, dia 24 de fevereiro

COLÓQUIO INTERNACIONAL

Revisiting Kaspar Hauser (* 1812) –
criança selvagem, cobaia ou «Filho da Europa»

Local: Universidade do Minho, Campus de Gualtar / Auditório do ILCH


14h00 - Abertura

14h15 - Marion Hermann-Röttgen (Universität Stuttgart)
Kaspar Hauser: Medizinisches Phänomen und literarische Projektionsfigur**

15h00 – Monika Schmitz-Emans (Ruhr-Universität, Bochum)
Kaspar Hauser als Dichter – Die Stilisierung des Findlings zum Repräsentanten des Poetischen**
15h45 – Intervalo / coffee break

16h00 - Peter Hanenberg & Ana Margarida Abrantes (Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (CECC) / UCP, Lisboa)
"Who is I?" Cognition and the emergence of (Inter)Subjectivity

16h45 Nadya Modyanova (Massachusetts Institute of Technology / Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho)
Language in feral children as a window into the brain mechanisms specific for syntactic development
**Comunicações com Serviço de Interpretação Simultânea, oferecida pelo BabeliUM

21h00: Filme Kaspar Hauser

Integrado no Ciclo Werner Herzog do Cineclube de Joane / Goethe Institut Portugal

Local: Casa do Professor (Av. Central, Braga), Agenda Cultural Clarabóia

Segunda, dia 27 de fevereiro

Local: Museu das Migrações e das Comunidades, Fafe

10h00 Visita guiada para um grupo de alunos e professores de estudos portugueses da Ludwig-Maximilians Universität (LMU), Munique, pela diretora do museu, Drª Isabel Alves

COLÓQUIO

Elos Alemanha – Portugal – Brasil

Local: Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe

Moderação: Mário Matos (DEGE / ILCH-UM)

14h15: Ansgar Schäfer (IHC / UNL)
O Luso-tropicalismo em Tempos de Guerra.

15h00: Heloísa Paulo (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX / Univ. de Coimbra)
Alemães no Brasil: da adaptação aos percalços da Segunda Guerra.

15h30: Rui Botelho (Doutorando ILCH-UM)
Breve panorama de meio século da emigração portuguesa para a República Federal da Alemanha.

16h00: Pausa para Café

16h30: Luísa Costa Hölzl (LMU / Munique)
FAZER DE MIM UM HOMEM - a experiência da emigração na passagem da adolescência para a idade adulta em A Criação do Mundo, O Segundo Dia (1937) de Miguel Torga

17h00: Orlando Grossegesse (DEGE / ILCH-UM):
«Navigare necesse» – o Amazonas como metáfora existencial no romance de Richard A. Bermann e no filme de Werner Herzog.

17h30: Pausa para Café

18h30 Apresentação do livro 'Zonas de Contacto. Estado
Novo / III Reich (1933-1945)'
- Org. Mário Matos e Orlando Grossegesse por Heloísa Paulo (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX / Universidade de Coimbra)

Terça, dia 28 de fevereiro

Local: Casa de Camilo Castelo Branco / Centro de Estudos Camilianos, Ceide (V.N. Famalicão)

9h00: Visita guiada à Casa de Camilo

10h30: Palestras sobre o Brasileiro de torna-viagem na obra camiliana

Local: Auditório do Centro de Estudos Camilianos

Horst Weich (LMU / Munique)
A semântica do espaço e o lugar do brasileiro nalgumas «Novelas do Minho»

Sérgio Sousa (DEPL / ILCH-UM)
A Regeneração do Brasileiro de torna-viagem em Camilo. O caso de João José Dias em «O Que Fazem Mulheres».

[Visita ao Mosteiro de Tibães: documento interno]

21h00: Filme Aguirre, der Zorn Gottes

Integrado no Ciclo Werner Herzog do Cineclube de Joane / Goethe Institut Portugal

Local: Casa do Professor (Av. Central, Braga), Agenda Cultural Clarabóia

Quarta, dia 29 de fevereiro


Local: Universidade do Minho, Campus de Gualtar / Auditório do ILCH
9h00: Encontro ELOS Alunos (LMU / UM)


[Documento interno]

Quinta, dia 1 de março


Local: Casa das Artes de V.N. Famalicão

21h00: Filme Kaspar Hauser
Ciclo Werner Herzog do Cineclube de Joane / Goethe Institut Portugal
Filme comentado por Orlando Grossegesse (DEGE / ILCH-UM)

Segunda, dia 5 de março


3º Cinelínguas: Die Welle de Dennis Gansel
Comentado por Natália Nunes (DEGE)

(org. Núcleo de Alunos de LA NELAUM / DEGE)
Local: Auditório B2 / UM, 17h00

Mais informações aqui

III Colóquio de Estudos Sobre a Arte Brasileira do Século XIX




Divulgamos o III Colóquio de Estudos Sobre a Arte Brasileira do Século XIX que tem como proposta promover uma reflexão aprofundada sobre os intercâmbios culturais entre Brasil e Portugal.


'São poucas, ou quase desconhecidas, as pesquisas que lançam luz sobre as trocas estabelecidas entre os dois países ao longo do século XIX e início do XX. Acreditamos que o colóquio evidenciará as pesquisas já existentes, servindo igualmente como espaço para diferentes estudiosos aprofundarem trabalhos teóricos sobre o tema, dando origem a um processo de intensificação das pesquisas voltadas para as trocas culturais entre Brasil e Portugal no Oitocentos.'
Museu da República -Rio de Janeiro

18.1.12

Cabinet português com painel de azulejos pintado à mão em França

A empresa Boca do Lobo volta este ano a estar presente no salão Maison & Objet que vai ter lugar no Paris Nord Villepinte, França, de 20 a 24 de janeiro. Apresenta o Heritage Sideboard que vem consagrar a homenagem à azulejaria e provar que a mesma é um património valioso reconhecido além-fronteiras. (...)

“Esta seleção como tendência para 2012 é mais uma prova de que a nossa paixão pela recuperação das artes manuais do nosso país faz todo o sentido e há um mundo inteiro preparado para as admirar se as soubermos transmitir e comunicar, os a r t e s ã o s são ainda alguns pelo país espalhados e temos que fazer com que estas artes não se acabem” diz Ana Gomes da Boca do Lobo.

Esta versão Heritage em formato aparador, apresenta diferentes camadas de azulejos onde cada uma delas conta uma história diferente. Terá um Heritage que atravessa diferentes épocas e séculos que se juntam num painel final.


Nas diferentes camadas poderá encontrar diferentes pinturas em azulejo, inspiradas em diferentes períodos da história Portuguesa, retirados de diferentes edifícios históricos de cada época, como conventos, colégios, igrejas entre outros. No seu interior irá encontrar folha de ouro, que fará com que recorde os edifícios referidos anteriormente que normalmente apresentavam interiores ricos em ornamentos e dourados. (...) O azulejo português vai mesmo conquistar o mundo!” in Lusojornal

7.12.11

Cinquentenário da Emigração Portuguesa para França

EMIGRAÇÃO: UM DESTINO INEVITÁVEL

Depois de Viana do Castelo e Fafe, as Comemorações do Cinquentenário da Emigração Portuguesa para França - 1961-2011 agora em Melgaço.
Aqui o Programa.

2.12.11

D'abalada





Estreou no passado dia 30 de Novembro a peça de teatro 'D’abalada', no Teatro Municipal da Guarda, da autoria de Projéc~ / Terra na Boca, com a colaboração do fotógrafo Gerald Bloncourt.

D’abalada é um espectáculo sobre a odisseia da emigração portuguesa dos anos 60 para França. O pretendido é evocar os fantasmas de uma das mais marcantes e esquecidas aventuras portuguesas do século XX.


Em cena até dia 3 de Dezembro

29.11.11

'Petite Portugaise'

"Nos anos 60, Gérald Bloncourt fotografou uma criança portuguesa num bidonville em Paris, os bairros de lata construídos pelos emigrantes. A imagem haveria de se tornar num ícone da emigração portuguesa, mas o fotógrafo haitiano só este ano descobriu a sua identidade. Maria da Conceição Tina foi conhecê-lo a Paris e descobriu-se a si própria." in PUBLICO

28.11.11

Cinquentenário da Emigração Portuguesa para França em Viana do Castelo



A exposição da colecção de fotografia de Gérald Bloncourt, do Museu das Migrações, patente em Viana do Castelo para as Comemorações do Cinquentenário da Emigração Portuguesa para França. Os dicos de vinil, os documentos oficiais de emigração do Arquivo Municipal de Viana e a mala de cartão cedida pelo Museu Memória e Fronteira, de Melgaço - em parceria foi possível reconstituir o percurso temporal e histórico deste ciclo de emigração.




Presença da Câmara (mairie) da cidade de Colombes, França, e da Association Poesia, Colombes, que proporcionou aos presentes poesia portuguesa... em francês.




Beatriz Rocha-Trindade - primeira conferencista das 'Conferências do Cinquentenário', com uma brilhante intervenção sobre a Emigração Portuguesa em França.


A presença do Consulado de França, através da presença da cônsul Aude de Amorim, na abertura das Comemorações do Cinquentenário, pelo Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, pelo coordenador científico do evento Prof. Dr. Albertino Gonçalves. Presentes também, em representação dos dois municípios parceiros das Comemorações, a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Melgaço e a Coordenadora do Museu das Migrações e das Comunidades, Câmara Municipal de Fafe.

18.11.11

Cinquentenária da Emigração Portuguesa para França

A Câmara Municipal de Fafe através do Museu das Migrações e das Comunidades e em parceria com o Cineclube de Fafe vai levar a cabo um programa de actividades para assinalar os 50 Anos de Emigração para França 1961-2011.
Como paralelamente estarão a decorrer as VI Jornadas de Cinema e Audiovisual, subordinadas ao tema “Património Material e Imaterial”, promovidas também pelo Cineclube de Fafe, conjuntamente com a Autarquia, o programa das Comemorações do Cinquentenário privilegia a 7ª Arte, sendo o Património o tema a partir do qual se estruturam estes dois eventos.


O programa inicia com a exibição do filme “Cinco dias, Cinco noites”, dirigida em particular à comunidade educativa (3º Ciclo), a decorrer nos dias 23, 24 e 25 de Novembro. Estas sessões realizar-se-ão nos Agrupamentos de Escolas de Arões, Padre Joaquim Flores e na Sala Manoel de Oliveira para os aklunos da Escola Secundária de Fafe.


O filme a exibir - “Cinco dias, Cinco noites”- é baseado num romance de Manuel Tiago - Em Portugal dos finais dos anos 40, André, de 19 anos, vê-se obrigado a abandonar o país depois de fugir da prisão. No Porto, uns amigos apresentam-lhe um passador, contrabandista que conhece bem a fronteira de Trás-os-Montes. Ao longo de cinco dias e cinco noites, atravessando montes e vales, escondem-se da guarda e da polícia política com a ajuda de muitos conhecidos do passador e os dois homens vão-se conhecendo melhor um ao outro. Dois mundos diferentes irão ligar-se num sentimento de grande amizade e admiração.

Aberta ao público em geral e com entrada gratuita, será a sessão do dia 24 de Novembro (5ª feira), a realizar no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, pelas 15 horas, onde será exibido um filme documental sobre a Emigração Portuguesa para França, nos anos 60 e 70.

Todas as sessões terão entrada gratuita. Contamos com a presença e participação de todos.

16.11.11

Cinquentenário da Emigração para França

Comemorações do Cinquentenário da Emigração Portuguesa para França (1961-2011) em Viana do Castelo, Melgaço e Fafe.

Em parceria com o Museu das Migrações (Fafe) e o Museu Memória e Fronteira (Melgaço), Viana do Castelo apresenta um excelente programa, já no próximo sábado, dia 19, a iniciar às 14h30.

26.9.11

Migrations History Matters - Annual Conference of the AEMI

The Annual Conference of the Association of European Migration Institutions (AEMI)
28. September – 2. October 2011
The Danish Emigration Archives - Aalborg, Denmark

MIGRATION HISTORY MATTERS
Over time migration history has thrown light upon the challenges that migrants have experienced faced with realities of a completely different culture in another country.
Since 1945 many of the European countries have experienced an increase in numbers of immigrants – job-seekers, exiles and refugees. The countries in the European Union have different attitudes towards immigration. Those having received people in relation to the colonial expansions are much more used to a cultural diversity whereas those with a more homogeneous population look upon the recent immigration as a huge challenge and are faced with numerous controversies among politicians, among private people and in the press.


Despite the difference in attitudes toward immigrants each country will meet a number of similar challenges, and many questions will arise. Immigration will cause problems for both the immigrants and the people already living in the area – clashes of culture, lack of jobs, language barriers, ethical and religious differences etc.
The European Union shares the challenges of migration. We also share the history of migration – the past as well as the present. Almost all European countries were influenced by the overseas emigration during the 19th and 20th centuries. How did our own compatriots cope with the immigration experience?


(...) Over the years many aspects of integration processes have been described and researched. Migrants are uprooted and during the transplantation to a new culture, they often feel alienated. Many feelings are involved. Migration is about minds and hearts of human being.


Aalborg 2011, Final program here.

14.9.11

Cônsul de França no Porto visitou Fafe

A Cônsul Geral de França no Porto, Aude de Amorim, esteve de visita oficial a alguns motivos de interesse cultural de Fafe, na terça-feira da semana passada, o que fez pela primeira vez, a seu pedido.

Recebida pelo Presidente da Câmara, José Ribeiro, nos Paços do Concelho e acompanhada do Vice Presidente, Antero Barbosa, a diplomata deteve-se numa visita ao Museu das Migrações e das Comunidades, principal interesse da sua deslocação, mostrando particular atenção pela documentação relativa à emigração para França.


De igual forma, visitou o Museu da Imprensa, inteirando-se do seu espólio. Finalmente, mostrou-se agradada com a recuperação do Teatro-Cinema de Fafe, ponto final da visita que culminou com um almoço.

Nascida em França e lusodescendente, Aude de Amorim é diplomada em ciências políticas e desenvolve atividade diplomática desde 1991, em postos como o Ministério dos Negócios
Estrangeiros, a Embaixada de França em Brasília, as Nações Unidas e o Banco Mundial, em Washington, estando desde agosto de 2010 como Cônsul Geral de França na cidade do Porto.


in Luso Jornal (Setembro 2011)

VIAGENS – memórias da emigração

No âmbito do ciclo de concertos: outros palcos – pequenos, mas grandes concertos, a Kairos – Produções Culturais, em parceria com o Município de Fafe e o Museu das Migrações e das Comunidades, apresenta, no próximo dia 22 de Setembro (5ª feira), pelas 21H30, no Museu das Migrações e das Comunidades e no Auditório da Casa Municipal de Cultura o concerto: VIAGENS – memórias da emigração.


Trata-se de uma viagem-concerto pelos caminhos da emigração, conduzida por elementos que marcaram a nossa história. A ponte sonora a esses lugares é o acordeão de Cristiano Martins e, em participação especial, a voz de Celina Tavares.


Bilhetes à venda no Posto de Turismo de Fafe (Praça 25 de Abril).
Mais informações em:
http://kairosproducoesculturais.blogspot.com

24.8.11

Site do Museu

O site do Museu das Migrações e das Comunidades Portuguesas encontra-se temporariamente fora de serviço por razões técnicas. Pelo facto pedimos desculpa; em breve a plataforma estará novamente acessível.

17.8.11

Lançamento do livro "A Terra do Chiculate"



Como anunciado, decorreu no passado dia 12 no auditório da Biblioteca Municipal de Fafe o lançamento da obra A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa, de Isabel Mateus. Como previamente divulgado, a apresentação esteve a cargo de Nathalie Oliveira, autarca de Metz, França. A sessão contou ainda com a presença e participação de Maria da Conceição Tina Melhorado - “a menina da fotografia” do catálogo da exposição de Gérald Bloncourt “Por uma vida melhor” – e uma sala cheia, com um público que se deslocou de várias cidades do Minho para assistir ao lançamento.


Nathalie Oliveira, luso-descendente, apresentou a obra não só do ponto de vista literário, mas também num tom mais confessional, a sua perspectiva enquanto luso-descendente. Neste sentido, mostrou-se atenta e informada sobre o período da história recente do nosso país, sobretudo os anos 60 e 70, décadas nas quais se registou o maior número de saídas de emigrantes que partiram clandestinamente de Portugal para França. Referiu também a importância de conhecer a história individual, as circunstâncias em que pais e avós emigraram, para melhor entender o presente e sobretudo, compreender a própria identidade, orgulhosamente.




Maria da Conceição Tina Melhorado, a ‘menina da fotografia’, falou sobre este período, que foi vivido na clandestinidade, na sua maioria nos bidonvilles (bairros de lata) e que é ainda muito recente, necessitando portanto de algum distanciamento. Passados 50 anos, talvez tenha chegado o momento de olhar, de escrever sobre, para melhor compreender e respeitar aqueles que tudo arriscaram, inclusive a própria vida, em busca de melhores condições de vida. Curiosamente, estas partidas, tinham maioritariamente na sua origem, o sonho de dar uma vida melhor aos filhos. Tina Melhorado assume-se assim – como alguém que dá voz às crianças cujos pais arriscaram tudo para lhes proporcionar tudo. Hoje, vive em Coimbra e é docente do ensino secundário – tem duas filhas e um filho com partilhou a sua história, e a quem pode proporcionar tudo. Falou-nos das suas memórias, do quanto gosta de chocolate, principalmente negro, que associa à viagem clandestina para França, pois era-lhe dado pelo passador, para que não fizesse barulho e aguentasse a viagem.


Contou ainda a história da boneca, com a qual o Gérald Bloncourt a fotografou em St. Dennis em 1966, e que afinal foi a promessa cumprida, a prenda que a mãe lhe deu para que ela partisse sem dizer nada a ninguém, em particular ao vizinho, que era polícia. Uma partilha grandiosa da Tina Conceição, um momento que nos explica afinal algumas das perguntas e inquietações que ficaram da exposição de Gérald Bloncourt “Por uma vida melhor”.


Isabel Mateus agradeceu a todos aqueles que contribuiram para a edição e o lançamento do livro e falou então do seu trabalho literário que contém pessoas e histórias de um tempo e de lugares que importa trazer à luz, em especial porque unem percursos biográficos de mais do que uma geração, numa tentativa de compreensão mútua. No final da sessão vários foram ainda os contributos dos participantes, nomeadamente daqueles com histórias de vida em contexto de emigração. Foi discutido o papel dos passadores, figura controversa do ‘salto’ com diferentes níveis de acção em função das regiões onde actuavam – Bragança ou Fafe ou Guimarães, Viana do Castelo ou Melgaço, entre outras eram diferentes; a construção de Paris, as razões da partida, a ditadura e a Guerra colonial, entre outros testemunhos de cariz mais pessoal e intimista. Um belo serão que se prolongou pela noite dentro.
No final, Isabel Mateus deu ainda uma entrevista para o Canal TV, que tem realizado um grande trabalho de cobertura das actividades culturais da região – em divulgação agora também d’A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa.


Fotografias de Manuel Meira.

1.8.11

Gente do Salto

Na rúbrica "Documento do mês" apresentamos elementos sobre o trabalho do cineasta José Vieira, nomeadamente Gente do Salto, que reúne sete curtas-metragens sobre a emigração clandestina para França.

Partindo da sua experiência como emigrante e das memórias de muitos portugueses que partiram para França nos anos 60 “a salto”, José Vieira traça um retrato da história recente de Portugal.

No início dos anos sessenta, milhares de portugueses chegavam clandestinamente a França. Portugal vivia sob o domínio de uma ditadura obscurantista, isolado e atolado em guerras coloniais. Dezenas de milhares de homens e mulheres fugiam à pobreza, ao serviço militar e ao regime de Salazar, deixando ilegalmente o país. Depois de atravessar a fronteira francesa e espanhola, pondo a vida em risco, de barco, a pé através das montanhas ou escondidos em camiões, muitos chegavam à Gare d'Austerlitz, Paris, dos quais 9 em cada 10 estavam em situação irregular.

Estes documentários integram ainda testemunhos de emigrantes que regressaram à terra natal depois de uma longa ausência. É a História feita pelos homens e mulheres que partiram um dia para dar uma vida melhor aos filhos. Muitos portugueses revêem-se neste trabalho de José Vieira e os jovens da segunda e terceira geração descobrem agora a história, por vezes omitida, dos seus pais e avós.