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2.8.13

XVI Encontro de Emigrantes Fafenses

No âmbito do programa do XVI Encontro de Emigrantes Fafenses, promovido anualmente pela Câmara Municipal de Fafe, terá lugar no próximo dia 9 de agosto a sessão de lançamento e divulgação de publicações relativas à emigração.
 
O programa do evento inicia pelas 17 horas na Casa Municipal de Cultura de Fafe, com a abertura da exposição de fotografia ‘Por uma Vida Melhor’ do fotógrafo Gérald Bloncourt. Esta exposição é composta por 48 fotografias da colecção de 104 que Bloncourt ofereceu ao Museu das Migrações e das Comunidades. Parte desta colecção está neste momento patente na Cité nationale de l’histoire de l’immigration, Paris, e as que agora se apresentam em Fafe são mostradas ao público pela primeira vez. São retratos de um Portugal dos anos 1960/1970, pela objectiva de Bloncourt, aquando da sua vinda a Portugal nos anos 1960, assim como, do quotidiano dos portugueses que emigraram para França neste período.
 
A inauguração de ‘Por uma Vida Melhor’ contará com a presença dos músicos Geraldo Maia e Vinicius Sarmento, num momento musical de excelência.
 
Seguir-se-á a sessão literária, no Auditório da Biblioteca Municipal, com a presença de vários autores. Serão apresentadas as obras ‘Amazónia Prescrição de um Crime’ de Manuel Sousa Fonseca e Cezar Negreiros, ‘A Terra da Rainha - Retratos Portugueses no Reino Unido’ de Isabel Mateus, ‘La Révolution des Oeillets au Portugal’ de Manuel do Nascimento e ‘De São Vicente a Paris’ de Altina Ribeiro.
 
Fechando este percurso literário, terá lugar o lançamento das actas do seminário ‘A Emigração na Primeira República’, com a presença dos oradores, cuja apresentação está a cargo das coordenadoras da publicação, Isabel Alves, coordenadora do Museu das Migrações e das Comunidades e Maria Beatriz Rocha-Trindade, do CEMRI/Universidade Aberta e coordenadora científica deste Museu.
 
Ainda no Auditório da Biblioteca terá lugar a assinatura do Protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Fafe/Museu das Migrações e das Comunidades e a Associação Memória das Migrações, que visa em particular o trabalho de recolha e preservação da Memória da presença portuguesa nos diversos países de acolhimento das comunidades portuguesas.
 
O XVI Encontro de Emigrantes Fafenses continuará no emblemático Jardim do Calvário, onde pelas 20 horas decorrerá o jantar convívio e animação musical.

17.6.13

Cineclubes recordam 3 anos da morte de Saramago com filme «José & Pilar»


Divulgamos a sessão do próximo dia 18 de junho do Cineclube de Fafe, parceio em múltiplas actividades deste Museu.

Dia 18 às 21h30 na Sala Manoel de Oliveira - José & Pilar de Miguel Gonçalves Mendes

Sessão integrada na iniciativa que decorrerá em todo o país:

"Mais de vinte cineclubes e associações culturais de todo o país vão exibir no dia 18 o documentário "José & Pilar", de Miguel Gonçalves Mendes, assinalando os três anos da morte do escritor José Saramago, anunciou a produtora Jumpcut.
José Saramago morreu a 18 de junho de 2010, aos 87 anos, e o dia será recordado com a exibição do filme de Miguel Gonçalves Mendes, que acompanhou o quotidiano do autor e da jornalista Pilar del Río, sua mulher, desde 2006 até 2009, durante a escrita e lançamento do romance "Viagem do elefante".
"José & Pilar" será exibido em 24 cineclubes, como o de Guimarães, Fafe, Tavira, Viseu, de Abrantes, de Telheiras e Angra do Heroísmo, mas também o Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra ou o Museu de Portimão." (...)

15.6.13

POST-MODERNO, ARCHITETTURE E MIGRAZIONI



Politecnico di Torino e Centro Altreitalie
presentano

POST-MODERNO, ARCHITETTURE E MIGRAZIONI
Colloquio con Peter Carravetta Stony Brook University, New York
intervengono: Giovanni Durbiano, Maddalena Tirabassi e Gianni Vattimo

Mercoledì 26 Giugno 2013 ore 16:30 Sala Zodiaco - Castello del Valentino, Viale Mattioli 39,Torino

2.5.13

Convite - Inauguração exposição de Gérald Bloncourt

© Photo Gérald Bloncourt


Convite para a inauguração da exposição "Pour une vie meilleure" de Gérald Bloncourt, cedida pelo Museu das Migrações e das Comunidades, à Cité nationale de l'histoire de l'immigration - Paris.

Inauguração no dia 14 de maio (das 18h às 21h), precedida da mesa redonda "Retour sur 50 ans d'immigration portugaise", moderada por Maria Cunha, com a presença de Gérald Bloncourt e Maria da Conceição Tina Melhorado. 

14 Mai 2013 –  31 Juillet 2013

"L’exposition, en accès libre, présente dans le hall Marie Curie - Cité nationale de l'histoire de l'immigration - cinquante photographies en noir et blanc de Gérald Bloncourt prises en France et au Portugal entre 1954 et 1974.
Militant de longue date, photographe engagé, Gérald Bloncourt découvre à Champigny, durant l’année 64 dans le cadre de ses reportages, un immense bidonville. Il est très vite accepté par les habitants grâce à ses liens étroits avec la CGT et, de fil en aiguille, il entre en contact avec des militants portugais luttant contre la dictature de Salazar. Il se rend alors à plusieurs reprises au Portugal, vivant notamment la révolution des œillets à Lisbonne. Il multiplie les aller-retour entre Porto, Lisbonne, Hendaye et la région parisienne, tantôt sur les chantiers, tantôt dans les usines et il accompagne des familles gagnant clandestinement la France à pied à travers les Pyrénées, photographiant leur calvaire.

Les vues réalisées en France entre 1954 et 1974 montrent les conditions de la vie quotidienne dans le camps de l'Abbé Pierre à Noisy-le-Grand, dans le bidonville de Champigny, ainsi qu'à Paris et Aubervilliers. D'autres vues, sur le thème du passage de la frontière, montrent le passage, à pied, de la frontière dans les Pyrénées, ainsi que le voyage, en train, Lisbonne-Hendaye-Paris et l'arrivée à Paris (gare d'Austerlitz).

Les vues du Portugal, réalisées à Lisbonne, Porto et dans la région montagneuse de Chaves lors d'un reportage en 1966, montrent avant tout la vie quotidienne (portraits de femmes, d'enfants, de gens sur les places publiques, au village, sur le marché etc.) et traitent dans une moindre mesure du travail et des conditions de l'habitat local.

L'exposition a été réalisée par le musée municipal de Viana del Castelo. Elle a bénéficié du soutien de l’Association Ao Norte (Portugal), l’association Poesia (Colombes, France), le Consulat de France de Porto, la Mairie de Colombes, le Musée des Migrations de Fafe, le Musée des Mémoires et des Frontières de Melgaço, l’Observatorio dos Luso Descendentes (Portugal) et l’Université de Minho.


4.4.13

Les migrations clandestines oubliées - conférence de Victor Pereira


A la Cité Nationale de l’Histoire de l’Immigration conférence de Victor Pereira sur Les migrations clandestines oubliées.

L’historien Victor Pereira, de l’Université de Pau et des Pays de l’Adour est l’invité de la Cité Nationale de l’Histoire de l’Immigration, pour une conférence le jeudi 11 avril, à 18h30, intitulée «Migrations clandestines oubliées. Les réseaux migratoires clandestins de la Péninsule ibérique vers la France, 1945- 1974».

La conférence sera animée par Marianne Amar, responsable de la recherche à la Cité nationale de l’histoire de l’immigration. «De nos jours, la figure du sans-papier renvoie aux migrants venant d’Afrique ou d’Asie. Pour échapper aux guerres, aux persécutions, à la misère, à un avenir fermé, pour aider leur famille ou accéder à des biens de consommations modernes, ces migrants africains ou asiatiques sont contraints d’employer des réseaux de passeurs, acteurs incontournables pour entrer dans l’espace européen. Ces entrées illégales sont devenues des enjeux majeurs des débats politiques contemporains. Or, les migrations clandestines n’ont pas toujours été ainsi politisées et elles ont parfois été favorisées par les autorités françaises. C’est le cas des migrations irrégulières espagnoles et surtout portugaises entre 1945 et 1974, migrations qui se développèrent sous les régimes dictatoriaux de Franco et de Salazar. Une grande partie des Portugais et des Espagnols est entrée irrégulièrement en France, employant des réseaux de rabatteurs et de passeurs plus ou moins organisés. Dans les années 1960 surtout, ces venues clandestines ont été tolérées par les autorités françaises: il fallait à la fois réduire l’immigration extra-européenne en général et l’algérienne en particulier, et faire face à la concurrence d’autres États d’immigration. Cette tolérance a nourri la croissance des flux clandestins: ceux qui partaient savaient qu’ils pourraient plus tard régulariser leur situation et rembourser leurs dettes».

La conférence étudiera les principales modalités et les routes de ces migrations clandestines ibériques qui se sont dirigées vers la France. Elle se penchera sur les figures du clandestin et du rabatteur. Enfin, elle montrera que ces mobilités clandestines ne peuvent se réduire à un échec des Etats, de départ et d’arrivée. Leur gestion des migrations clandestines apparaît, en effet, souvent frappée du sceau de l’ambiguïté.

Cité nationale de l’histoire de l’immigration  - Auditorium Philippe Dewitte
Paris

27.2.13

Conferência de encerramento da exposição “Os Irmãos Grimm – Vida e Obra”




Conferência de encerramento da exposição “Os Irmãos Grimm. Vida e Obra”, evento que concluirá também o ciclo de atividades sobre o tema organizado no âmbito das “XIV Jornadas de Cultura Alemã”.

Programa:

Bernhard Lauer (Diretor da Brüder Grimm-Gesellschaft/Sociedade dos Irmãos Grimm, Kassel/Alemanha), The spirit of language - The Brothers Grimm as fairy tale collectors, philologists and politically acting scholars

Teresa Cortez (Universidade de Aveiro), Os Irmãos Grimm e os seus contos - migrações portuguesas


Sara Reis da Silva (Instituto de Educação – Universidade do Minho), Da entrada em “casas muito doces” ou sobre as reescritas para a infância e a juventude de Hansel e Gretel

Org. Conselho Cultural e o Departamento de Estudos Germanísticos e Eslavos da Universidade do Minho
28 fev. 2013, 15h - Salão Nobre da Reitoria da UM

5.2.13

Aristides de Sousa Mendes – O Cônsul de Bordeus

Exibição do filme “Aristides de Sousa Mendes – O Cônsul de Bordeus”, de João Correa e Francisco Manso, com Carlos Paulo, João Cabral, Laura Soveral, Leonor Seixas, São José Correia e Vítor Norte.
País: Portugal (2011)
Duração: 90’
Preço: 2,5 €
Classificação: M/16

Dia 6,  na Sala Manoel de Oliveira, às 21h30
Org. Cineclube de Fafe

Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches nasceu em Cabanas de Viriato, a 19 de Julho de 1885, no seio de uma família aristocrática rural, católica e conservadora.

Ocupou diversas delegações consulares portuguesas pelo mundo fora, entre elas Zanzibar, Brasil, Estados Unidos ou Guiana.

Cônsul de Portugal em Bordéus em 1940, ano da invasão da França pela Alemanha nazi na sequência da Segunda Grande Guerra, Sousa Mendes desafiou as ordens expressas do primeiro-ministro, Salazar (que, durante esses anos, manteve a neutralidade de Portugal), e concedeu mais de 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir de França.

Revelando uma coragem e determinação invulgares - e consciente do risco para sua vida e a da sua família -, recusou-se a entregar milhares de pessoas a um destino certo nos campos de concentração nazis.

Confrontado com os primeiros avisos de Lisboa, ele terá dito: "Se há que desobedecer, prefiro que seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de Deus".

Aristides de Sousa Mendes faleceu na miséria, a 3 de Abril de 1954, no hospital dos franciscanos em Lisboa. in Cine Cartaz - PÚBLICO

30.1.13

A Imigração Ucraniana ao Paraná: Memória, identidade e religião

Lançamento do livro A Imigração Ucraniana ao Paraná: Memória, identidade e religião (Editora da UFPR) de Paulo Renato Guérios - Professor do Departamento de Antropologia da UFPR.

Publicação sobre os imigrantes ucranianos que que se fixaram no Brasil na década de 1890 e dos seus descendentes que vivem hoje nas “colônias” do Município de Prudentópolis (PR).
Na primeira parte, são estudadas as condições sociais da produção de lembranças acerca da chegada ao Brasil a partir dos relatos deixados em diferentes épocas por alguns dos imigrantes.
Na segunda parte, são estudadas as condições do seu estabelecimento nas colónias paranaenses e o modo pelo qual eles se inseriram no novo universo social aí constituído, lançando mão das suas disposições adquiridas para a ação.
Na terceira parte, são examinados os desdobramentos históricos ocorridos nas colónias utilizando como fontes materiais de arquivo, fotografias e observações provenientes do trabalho de campo realizado em Prudentópolis. +

20.1.13

Partenza Degli Emigranti


"Partenza Degli Emigranti", 1896, de Angelo Tommasi  (Livorno 1858 - Torre del Lago, Lucca 1923) 
(Óleo s/ tela)

28.12.12

Protocolo de colaboração com a Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José de Almeida Cesário, deslocou-se a Fafe na tarde de 27 de dezembro, onde assistiu e homologou um protocolo de cooperação que tem por objeto enquadrar domínios de interesse mútuo, no âmbito das questões migratórias e do programa de atividades do Museu das Migrações e das Comunidades.
O documento foi firmado entre a Câmara Municipal de Fafe e a Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas e a cerimónia teve lugar pelas 17h00, no Museu das Migrações e das Comunidades. 

O protocolo valoriza “a relevância e a diversidade das questões relativas à emigração da população do concelho de Fafe” e “a vantagem de se reforçar a cooperação institucional com vista a criar sinergias que favoreçam o desenvolvimento do trabalho de recolha, preservação, investigação e divulgação dos acervos materiais e imateriais relativos à emigração portuguesa que o Museu das Migrações e das Comunidades tem com reconhecido mérito levado a cabo desde a sua criação”. 
O documento enquadra ainda a necessidade de se mobilizarem as comunidades portuguesas “a participar no esforço de aprofundar o conhecimento científico sobre os movimentos migratórios portugueses e de preservar a memória da presença portuguesa nos diversos países de acolhimento das comunidades portuguesas”. O acordo entrou em vigor na data da sua assinatura e vigora por um período inicial de três anos, renováveis por iguais e subsequentes períodos, até denúncia por uma das partes.

20.12.12

Boas Festas

Desejos de um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.
We wish you a Merry Christmas and a Happy New Year.
Geseënde Kersfees en 'n voorspoedige Nuwe jaar Geseënde Kersfees en 'n gelukkige nuwe jaar Gëzuar Krishtlindjet e Vitin e Ri E güeti Wïnâchte un e gleckichs Nej Johr Gozhqq Keshmish መልካም ገና (Melkam Gena) - Merry Christmas - celebrated on 7th January መልካም አዲስ አመት (Melkam Addis Amet) - Happy New Year - celebrated on 11th September Gozhqq Keshmish Շնորհավոր Ամանոր և Սուրբ Ծնունդ (Shnorhavor Amanor yev Surb Tznund) Bones Navidaes y Gayoleru añu nuevu! Sooma Nawira-ra З Божым нараджэннем (Z Bozym naradzenniem) Шчаслівых Калядау (Szczaslivych Kaliadau) З Новым годам i Калядамi (Z Novym godam i Kaliadami) Zorionak eta urte berri on শুভ বড়দিন (shubho bôṛodin) শুভ নববর্ষ (shubho nôbobôrsho) Asgwas amegas (Happy New Year) Sretan Bozic i sretna nova godina Честита Коледа (Čestita Koleda) Весела Коледа (Vesela Koleda) Щастлива Нова Година (Štastliva Nova Godina) Честита нова година (Čestita nova godina) Bon Nadal i feliç any nou ᏓᏂᏍᏔᏲᎯᎲ & ᎠᎵᎮᎵᏍᏗ ᎢᏤ ᎤᏕᏘᏴᎠᏌᏗᏒ (Danistayohihv & Aliheli'sdi Itse Udetiyvasadisv) 聖誕節同新年快樂 (singdaanjit tùhng sànnìhn faailohk) 恭喜發財 (gùng héi faat chōi) - used at Chinese New Year 聖誕快樂 新年快樂 [圣诞快乐 新年快乐] (shèngdàn kuàilè xīnnián kuàilè) 恭喜發財 [恭喜发财] (gōngxǐ fācái) - used at Chinese New Year Tsaa Nu̶u̶sukatu̶̲ Waa Himaru̶ Sretan Božić! Sretna Nova godina! Glædelig jul og godt nytår Veselé vánoce a šťastný nový rok Prettige kerstdagen en een Gelukkig Nieuwjaar! Zalig kerstfeest en Gelukkig Nieuwjaar Ĝojan Kristnaskon kaj feliĉan novan jaron Bonan Kristnaskon kaj feliĉan novan jaron Rõõmsaid Jõule ja Head Uut Aastat Häid Jõule ja Head Uut Aastat Zalig Kerstfeest en Gelukkig Nieuwjaar Joyeux Noël et bonne année Bo Nadal e próspero aninovo გილოცავთ შობა-ახალ წელს (gilocavth shoba-akhal c’els) - frm გილოცავ შობა-ახალ წელს (gilocav shoba-akhal c’els) - inf Frohe/Fröhliche Weihnachten und ein gutes neues Jahr / ein gutes Neues / und ein gesundes neues Jahr / und einen guten Rutsch ins neue Jahr Frohes Fest und guten Rutsch [ins neue Jahr] Καλά Χριστούγεννα! (Kalá hristúyenna) Ευτυχισμένο το Νέο Έτος! (Eftyhisméno to Néo Étos!) Καλή χρονιά! (Kalí hroñá) Gleðileg jól og farsælt komandi ár Gleðileg jól og farsælt nýtt ár Nollaig shona duit/daoibh (Happy Christmas to you) Beannachtaí na Nollag (Christmas Greetings) Beannachtaí an tSéasúir (Season's Greetings) Athbhliain faoi mhaise duit/daoibh (Prosperous New Year) Bliain úr faoi shéan is faoi mhaise duit/daoibh (Happy New Year to you) Buon Natale e felice anno nuovo メリークリスマス (merī kurisumasu) New Year greeting - 'Western' style 新年おめでとうございます (shinnen omedetō gozaimasu) New Year greetings - Japanese style 明けましておめでとうございます (akemashite omedetō gozaimasu) 旧年中大変お世話になりました (kyūnenjū taihen osewa ni narimashita) 本年もよろしくお願いいたします (honnen mo yoroshiku onegai itashimasu) Noel alegre i felis anyo muevo Kirîsmes u ser sala we pîroz be Bon natal e anio nova felis Natal joios e bon anio nova Priecīgus Ziemassvētkus un laimīgu Jauno gadu Natale hilare et annum faustum E schéine Chrëschtdag an e glécklecht neit Joer Schéi Feierdeeg an e glécklecht neit Joer Schéi Chrëschtdeeg an e gudde Rutsch an d'neit Joer Il-Milied Ħieni u s-Sena t-Tajba Awguri għas-sena l-ġdida Nizhonigo Keshmish Baahózhó Doo Nínanahí Glæd Geol and Gesælig Niw Gear Feliz Natal e próspero ano novo / Feliz Ano Novo Boas Festas e Feliz Ano Novo / Um Santo e Feliz Natal Alassëa Hristomerendë! Alassëa Vinyarië! Crăciun fericit şi un An Nou Fericit Krismasi Njema / Heri ya krismas Heri ya mwaka mpya God jul och gott nytt år Веселого Різдва і з Новим Роком (Veseloho Rizdva i z Novym Rokom)

30.11.12

Na fronteira entre a memória e a esperança

"Especialistas reuniram-se no lugar simbólico de Hendaya e debateram a emigração nos anos 60. Foi uma jornada de olhar plural sobre um fenómeno marcante na sociedade portuguesa.
Na cartografia da emigração portuguesa, Hendaye é, de muitas maneiras, lugar simbólico por excelência. Lugar de liberdade – o passo de Hendaye era verdadeiramente a superação da “fronteira entre a mágoa e a França” (Manuel Alegre), espaço afluente de memórias da aventura trágico-terrestre que foi a emigração (um milhão e meio de portugueses entre 1957 e 1974) de que Hendaye, afinal, foi a grande placa giratória. Essas perspetivas, esse exercício de memória em busca do tempo passado (sempre com o horizonte do presente e do futuro no pensamento) passou dominantemente pelo Colóquio Internacional sobre a Emigração Portuguesa dos anos 60, que no dia 16 se realizou em Hendaye, graças à vontade e capacidade mobilizadora de Manuel Dias. À volta dos temas em debate, juntaram-se historiadores, sociólogos, jornalistas, políticos, num diálogo que o embaixador de Portugal em Paris considerou de qualidade e extremamente interessante. 

Na sessão de abertura, Manuel Dias lembrou que “Hendaye e a fronteira dos Pirinéus foram a porta da liberdade para esses milhões de portugueses e espanhóis que fugiram das ditaduras de Franco e de Salazar para buscar trabalho e viver em liberdade”. Manuel Dias explicou que esta iniciativa era, também, uma maneira de “homenagear esses milhares de portugueses que contribuíram para construir e enriquecer a França e escreveram páginas das histórias de França, de Portugal e da Europa dos povos e dos cidadãos”. A importância deste colóquio, nas suas múltiplas dimensões culturais, com destaque para a articulação histórica, social e económica com a França, foi destacada pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, Luc Gresson, diretor da Cidade Nacional da História da Imigração, Pompeu Martins, da Câmara de Fafe, Leão Rocha, cônsule português em Bordéus e Jean-Baptiste Sallaberry, maire de Hendaye, que também deu as boas-vindas aos participantes. 

Numa longa jornada de debates, com qualificados especialistas nos domínios da história e da sociologia, foi possível fazer uma introspeção às problemáticas da emigração, designadamente sobre as origens da emigração portuguesa para a França e a Europa, com um enfoque da longa duração do fenómeno por Maria Beatriz Rocha-Trindade, as diferenças entre a emigração portuguesa e a espanhola para França, vista à luz dos tratados, analisadas por Victor Pereira, historiador que acaba de publicar um interessante livro: La dictature de salazar face à L’emigration – L’Etat portugais et ses migrants en France (1957-1974), ou a historiadora Marie-Christine Volovich Tavares, que explicou bem como a “emigração portuguesa foi uma emigração de rutura”, pelas suas particularidades políticas e sociais. 
Outro tema em discussão foi os contributos da emigração portuguesa à sociedade francesa, com o sociólogo Albano Cordeiro a sublinhar o aspeto das relações sociais e o associativismo, o jornalista Carlos Pereira falando das mudanças de qualidade verificadas entre a primeira, a segunda e a terceira gerações e Jorge Portugal Branco, outro sociólogo, a mapear o dinamismo das relações entre os dois países, a partir do fenómeno migratório. 

No painel que debateu o papel da emigração portuguesa na economia do país de origem, foi interessante ouvir Isabel Ferreira, diretora do Museu da Emigração e das Comunidades , o único deste tipo existente em Portugal, falar do trabalho de preservação da memória no universo migratório, do deputado Carlos Gonçalves caracterizar as mudanças operadas na comunidade portuguesa de França, ou de Paulo Pisco, outro deputado, estigmatizar o conceito que olha para a emigração como produto de exportação." (...)

"A emigração, mau grado a sua condição de fenómeno de longa duração, historicamente marcante, continua a ser uma coisa obscura na sociedade portuguesa, espécie de fantasma que paira sobre a realidade. A década de 60, que era o horizonte temporal do debate, com a saída de um milhão e meio de portugueses, configurou o território ao país das ausências. Em boa verdade, instalou-se ao longo do tempo uma retórica económica que, em certa medida, reduzia a emigração portuguesa às remessas – é a economia, estúpido! – que foram uma cornucópia de vultuosos cifrões, muito antecipadora dos fundos comunitários. Isso produziu uma imagem distorcida das coisas e uma leitura minimalista de um fenómeno estrutural com implicações, também, nos domínios da demografia, do imaginário, da paisagem física e humana, e, sobretudo, da mentalidade. Estão por apurar, em toda a sua extensão, as implicações da mudança, certamente contraditórias, articuladas à escala do território, com notável influência no espaço simbólico: traços de um confronto inscrito na psicologia coletiva. A presença massiva de portugueses na Europa, em países de matriz democrática, traduzia-se em experiências de vida que eram gritos de liberdade no “Portugal amordaçado”. As ausências transformaram-se, assim, em presença de utopias, de desjo e liberdade. A emigração persistiu como fenómeno fugidio e rodeado de silêncios. No JF, há muitos exemplos de cortes de censura sobre os diversos tipos de “salto” e alguns os mostrei, em Hendeye, para espanto dos circunstantes. O mito do Brasil, criado à volta da emigração intercontinental, produziu o grande romance A Selva, de Ferreira de Castro; a grande saga da emigração para a Europa está, em larga medida, por escrever, por ler, por conhecer. Daí, também, a importância deste Colóquio de Hendaye que, como pude dizer lá, deverá continuar em 2013 no Fundão, como coração da Beira, para debater as sombras e a luz que incidem na memória: na literatura, no cinema, na fotografia, na sociologia, na mentalidade, na mudança. E, questionando-se, questionar a Europa. No próximo ano, no Fundão..."

Fernando Paulouro Neves in Jornal do Fundão +

9.9.12

IV Encontro Luso-Brasileiro de Casas Museu


O Munícipio de Fafe foi recentemente convidado pela Fundação Casa de Rui Barbosa, para integrar o IV Encontro Luso Brasileiro de Museus Casas, que decorreu naquela instituição no passado mês de agosto, este ano subordinado ao tema “Revestimentos internos das casas do século XIX: Azulejo, estuque e pinturas artísticas”.

Em plenas comemorações do Ano de Portugal no Brasil / Brasil em Portugal este IV Encontro homenageou o Real Gabinete Português de Leitura pelos seus 175 anos de serviços de divulgação cultural, instituição com altíssimo prestígio e cuja fundação se deve aos portugueses que no início do século XIX se fixaram no Brasil.

Fafe esteve presente nesta instituição em agosto de 2006, no I Encontro Luso-Brasileiro de Museus Casas, no qual Miguel Monteiro apresentou a comunicação “Museu da Emigração e os ‘brasileiros’ do Rio: o público e o privado na construção da modernidade em Portugal”. Em 2012, no IV Encontro, tendo o Museu das Migrações e das Comunidades como elo de ligação, o Munícipio de Fafe esteve presente na mesa redonda “Intercâmbios luso-brasileiros”, na qual foi apresentado o trabalho e possibilidades de cooperação Portugal/Brasil em particular pela história inscrita nos percursos migratórios.
Isabel Alves, coordenadora do Museu das Migrações, apresentou a actual estrutura e o futuro deste Museu, inscrito na musealização das marcas nos territórios dos “brasileiros de torna viagem”. Estas inscrevem-se por todo o concelho, podendo a cidade assumir-se como uma cidade Museu, sob a perspectiva da emigração para o Brasil, pois também por todo o Brasil a presença portuguesa é marcante até à actualidade. Este trabalho estabelece ligações, cooperações e parcerias de trabalho em projectos culturais, científicos, turísticos e económicos, no domínio da instrução, da benemerência e filantropia, da indústria, das artes e da arquitectura, domínios de acção da emigração, quer no Brasil quer em Portugal.

O encontro reuniu inúmeros investigadores e especialistas de diversas áreas do Património e estiveram presentes dezenas de Museus do Brasil, entre os quais, a Casa da Marquesa dos Santos, Museu Casa de Quissamã, Museu de Arte de Belém (cuja curadora, presente no Encontro, é filha de um Fafense, natural de Pedraído), Museu da República, Palácio Itamaraty, Solar do Jambeiro, Museu Mariano Procópio, Palacete das Artes (Villa Catharino), Núcleo de Estudos de Migrações, Identidades e Cidadanias e Instituto Brasileiro de Museus, na pessoa de Mário Chagas.

De Portugal estiveram presentes o Museu das Migrações, o ICOM representado por Maria de Jesus Monge, também presidente do DEMHIST/ICOM e a Fundação Ricardo Espírito Santo, representada por Isabel Mendonça.

Dos diferentes painéis do programa foram apresentadas soluções para questões relacionadas com a preservação, estudo e comunicação nos/dos espaços museológicos, a publicar brevemente nas Actas do Encontro, e foram estabelecidas parcerias, protocolos e intercâmbios luso-brasileiros, que visam projectos conjuntos entre instituições dos dois países - universidades, museus, centros de investigação e fundações - tendo como referência os contextos culturais de Portugal e do Brasil.



A casa onde se encontra a Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, pertenceu ao fafense Comendador Albino de Oliveira Guimarães, e nos jardins da Casa encontra-se a placa evocativa desta ligação, oferecida no ano de 2008 pelo Munícipio de Fafe.

8.8.12

15.º Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes


Fafe recebeu no passado dia 3 o 15.º Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes, que se realizou nas cidades de Braga, Fafe, Guimarães e Vila Nova de Famalicão entre o dia 30 de Julho e 4 de agosto. O Encontro é organizado anualmente pela Coordenação das Colectividades Portuguesas em França (CCPF) e decorre sempre em diferentes distritos portugueses. O objectivo é reunir jovens de diferentes países europeus, para que possam partilhar as realidades associativas dos diferentes países de origem, e conhecer melhor o país de origem dos seus antepassados, as suas raízes.

Este é já o terceiro ano que o Município de Fafe colabora com a Coordenação das Colectividades Portuguesas em França na organização de um dia passado nesta cidade, na descoberta da história da emigração portuguesa, da cidade e das suas especificidades e da história que nos une.
O grupo que este ano descobriu Portugal, integrou jovens lusodescendentes de França, Estados Unidos da América, Haiti, Luxemburgo e Suécia. O programa do dia 3 incluiu uma especial visita ao Museu das Migrações e das Comunidades, ao Museu de Imprensa e um percurso pelo centro histórico de Fafe, terminando a manhã com uma visita ao belo Teatro Cinema, visita brindada com um inesperado momento musical de Adelino Sousa o animador cultural que acompanhou os jovens, radicado em França, e Débora Arruda, açoriana e professora de português em França, membro da CCPF.

A tarde iniciou na Sala Manoel de Oliveira com a Cerimónia Oficial de encerramento deste 15.º Encontro de Lusodescendentes, sessão que contou com a presença do Executivo do Município, com o responsável da Caixa de Crédito Agrícola, e com o Director Executivo da ADRAVE, que apoiaram a realização do encontro, assim como, com a participação de Marie-Hélène Euvrard, vice-presidente da CCPF.

Neste espaço decorreu ainda a exibição do documentário ‘Transbordados: de Arões para a Europa’ de Tiago Moreira, (produção ADISFAF) que inclui testemunhos de portugueses que partiram para França nos anos 60 e 70, assim como, a visão dos jovens que no presente se questionam perante a possibilidade de emigrar. A sessão foi seguida de uma tertúlia na qual se trocaram ideias sobre questões de identidade e de pertença. De assinalar que todos os jovens lusodescendentes do grupo falavam português e demonstravam uma enorme vontade de conhecer Portugal. Estes jovens tinham diferentes histórias de vida e diferentes contextos, pois os seus pais emigraram de diferentes pontos do país; uma das jovens é descendente de pais e avós maternos naturais de Silvares S. Martinho, Fafe.




O dia terminou com uma visita ao Museu do Moinho e do Povo de Aboim, seguida de uma visita e prova de vinhos à empresa “Vinhos Norte”. Um dia pleno de descobertas, encontros e partilhas.
 

O programa deste dia 3 contou com o apoio da ADISFAF, da ADRAVE, do Cineclube de Fafe, da Junta de Freguesia de Aboim, da Junta de Freguesia de Silvares S. Martinho e da empresa Vinhos Norte.

2.8.12

15.º Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes

A Coordenação das Colectividades Portuguesas em França organiza todos os anos o Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes em Portugal. Este encontro tem como objectivo, reunir jovens de diferentes países europeus para que possam partilhar as realidades associativas nos diferentes países de origem. 

O programa do 15.º Encontro, que teve inicio no dia 30 de Julho, está a decorrer entre as cidades de Vila Nova de Famalicão, Braga e Guimarães, encerra amanhã, dia 3 de agosto na cidade de Fafe. Este é já o terceiro ano (http://www.ccpf.info/eejl_photos.html) que o Município de Fafe colabora com a Coordenação das Colectividades Portuguesas em França na organização de um dia passado nesta cidade, na descoberta da história da emigração portuguesa, da cidade e das suas especificidades e da história que nos une. 

O grupo que este ano descobre Portugal, integra jovens lusodescendentes de França, Estados Unidos da América, Itália, Luxemburgo e Suécia. O programa do dia 3 inclui uma especial visita ao Museu das Migrações e das Comunidades, ao Museu de Imprensa e um percurso pelo centro histórico de Fafe. A manhã termina com a visita ao belo Teatro Cinema. 

A tarde inicia na Sala Manoel de Oliveira com a exibição do documentário ‘Transbordados: de Arões para a Europa’ de Tiago Moreira, (produção ADISFAF) que inclui testemunhos de portugueses que partiram para França nos anos 60 e 70, assim como, a visão dos jovens que no presente se questionam perante a possibilidade de emigrar. A sessão será seguida de uma tertúlia com a presença de jovens locais e intervenientes no documentário. Sessão aberta ao público, com entrada gratuita.

Decorrerá também nesta sala a Cerimónia Oficial de encerramento do Encontro com a presença do Executivo do Município. Para terminar o dia será ainda realizada uma visita ao Museu do Moinho e do Povo de Aboim, seguida de uma visita à empresa “Vinhos Norte”. Ficará assim o dia pleno de descobertas, encontros e partilhas. 

O programa do dia 3 conta com o apoio da ADISFAF, da ADRAVE, do Cineclube de Fafe, da Junta de Freguesia de Aboim, da Junta de Freguesia de Silvares S. Martinho e da empresa Vinhos Norte, sem os quais o dia não seria certamente tão rico.

26.7.12

IV Encontro Luso-Brasileiro de Museus Casas


A Fundação Casa de Rui Barbosa está a promover, de 13 a 15 de agosto, o IV Encontro Luso-Brasileiro de Museus-Casas: Revestimentos internos das casas do século XIX, dedicado ao debate dos revestimentos arquitetônicos dos interiores, com destaque para o azulejo, o estuque e a pintura mural, e as relações entre a tradição portuguesa, com traços ocidentais e orientais, e sua aplicação no Brasil.

Por ocasião das comemorações do Ano de Portugal no Brasil e Ano do Brasil em Portugal (7/09/2012 – 10/06/2013), o IV Encontro presta homenagem ao Real Gabinete Português de Leitura, pelos seus 175 anos de serviços de divulgação cultural, e assinala a parceria que vem sendo desenvolvida entre a Fundação Casa de Rui Barbosa e as organizações portuguesas Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva (FRESS), Museu da Emigração e das Comunidades (MEC) e o ICOM Portugal.

30.4.12

Fotografia e Investigação


No âmbito do Mestrado em Comunicação, Arte e Cultura terá lugar no próximo dia 2 de Maio, pelas 18 horas, no Auditório do Instituto da Educação, da Universidade do Minho mais uma sessão do Ciclo Percursos Profissionais na Área da Cultura.
O encontro, subordinado ao tema Fotografia e Investigação, contará com a participação de Álvaro Domingues, Professor da Faculdade de Arquitetura, da Universidade do Porto, e de Isabel Alves, responsável pelo Museu das Migrações e das Comunidades, de Fafe.

Mais informação aqui.

24.4.12

A emigração, a imprensa e a censura em Portugal


"A emigração vista por escritores portugueses: Quando os portugueses partiam a salto"

por Isabel Vieira – Universidade da Sorbonne, Paris

'O salto representou para muitos portugueses a única via possível para sair de Portugal salazarista e caetanista. "O salto" ou "passaporte de coelho" inspirou o cinema francês ("O salto" de Christian de Chalonge (1967), e documentários "Les gens do salto" de José Vieira.
A palavra "emigração" irritava a censura e qualquer referência ao fenómeno não era bem-vinda. Os escritores, que na maioria tinham simpatias à esquerda, eram homens a banir das linhas dos jornais. Escrever sobre a emigração e sobre "o salto" era arriscado, por esse motivo a literatura sobre "o salto" não se desenvolveu antes do 25 de Abril, excepto um romance de Nita Clímaco 'A salto' (1967) que foi autorizado. Esta situação permite uma interrogação sobre as condições da saída deste livro, enquanto outros textos como 'Histórias dramáticas da emigração' de Waldemar Monteiro ou 'Emigração: fatalidade irremediável' foram proibidos.

Sabendo que em Portugal a censura controlava a imprensa e que não eram bem-vindos temas como “emigração”, críticas ao sistema político, social ou económico do país, todos os artigos publicados ou livros que saíram nos anos 60 (auge da emigração clandestina) retiveram toda a nossa atenção aguçando a nossa curiosidade. A censura prévia amordaçava os jornais mas também os livros, inclusivamente, após estarem em exposição e à venda nas livrarias, desencadeando situações perversas, ambíguas, arbitrárias, incompreensíveis, ou mesmo surpreendentes, obrigando os escritores e jornalistas à auto-censura.

José Cardoso Pires denunciando a censura afirmou que ela “fez-nos viver num país alienado”, Maria Teresa Horta ficou “marcada para sempre” e Luiz Francisco Rebello foi “civilmente assassinado”. Para mais, Manuel Ramos, redactor do Jornal de Notícias responde à pergunta “A emigração também era tabu para Salazar?”

Só foi em período de liberdade que os romances com a temática da viagem clandestina além Pirenéus foram publicados: 'Os dramas da emigração clandestina' ficou numa gaveta (escrito em 1963) e saiu em 1975, 'Cinco dias, cinco noites', foi também redigido antes da revolução, mas publicado em 1975, e 'Eis uma história' data de 1992.'

(...)

Qual é a visão dos escritores? O que é que as obras desvendam? Poderá encontrar respostas a estas e outras questões sobre a literatura e os escritores antes da Revolução dos Cravos no texto integral aqui.

E aqui um extenso levantamento de 900 livros censurados pela polícia política durante o Estado Novo, do investigador José Brandão