Mostrar mensagens com a etiqueta a investigação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta a investigação. Mostrar todas as mensagens

17.5.11

Mnemo-Grafias Interculturais

Fotografias de Manuel Meira


No passado dia 10 de Maio Fafe recebeu um grupo de trabalho internacional composto de estudantes alemães, italianos e portugueses da Universität Hamburg, da Università di Salerno e da Universidade do Minho - e os respectivos docentes e representantes daquelas Universidades - Dr.ª Sofia Unkart (Hamburgo), Prof.ª Nicoletta Gagliardi (Salerno) e Prof.º Mário Matos (Uminho, Portugal).
A tarde iniciou com a realização de uma visita ao Museu das Migrações e das Comunidades através da qual foi possível traçar linhas comparativas entre a realidade e representações dos diferentes países. Esta visita realizou-se no âmbito do programa das XII Jornadas de Cultura Alemã do Departamento de Estudos Germanísticos e Eslavos do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho e incluiu no amplo programa, apresentações de trabalhos realizados por alunos do Programa Intensivo ERASMUS/LLP "Mnemo-Grafias Interculturais".



Neste âmbito o grupo de trabalho foi posteriormente recebido no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe pelo vereador da Cultura da Câmara Municipal de Fafe, Dr. Pompeu Martins, seguindo-se as duas apresentações de trabalhos realizados em português pelos alunos que, na Alemanha, estudam a língua e a cultura portuguesa. Os dois trabalhos foram subordinados ao tema “Os Lugares da Memória Luso-Alemã em Hamburgo”, centrados nas representações interculturais e nos fenómenos migratórios.
O primeiro centrou-se na história do actual navio museu Rickmer Rickmers, um veleiro construído nos estaleiros Rickmers Werft em Bremerhaven, na Alemanha e pela primeira vez lançado à água em 1896. Em 1912 o navio foi vendido ao armador de Hamburgo, Carl Christian Krabbenhöf, sendo rebaptizado Max.
A sua história está fortemente ligada a Portugal. Aquando da 1ª Guerra Mundial, em 1916 o Governo de Portugal havia decretado o aprisionamento dos navios alemães e austro-húngaros ancorados nos portos portugueses. O Max que se então se encontrava atracado no porto da Horta, foi aprisionado, serviu os ingleses e posteriormente (1924) redenominado Sagres vindo a ser utilizado como navio-escola da Marinha Portuguesa, entre 1927 e 1962. Foi posteriormente adquirido pela associação alemã Windjammer für Hamburg e restaurado para ir ancorar finalmente no porto de Hamburgo como navio museu Rickmer Rickmers. De seguida foi feita a apresentação do porto de Hamburgo - Landungsbrücken - e do Bairro Português onde ainda hoje existe bem visível e activa a presença dos portugueses, em particular através do comércio e da gastronomia (ex.: os restaurantes portugueses, o “galão” e os pastéis de nata).
Recuando ao século XVII foi de seguida apresentado o tema “A Jerusalém do Norte: nos trilhos da imigração portuguesa em Hamburgo” no qual foram apresentados aspectos históricos e culturais da imigração portuguesa e a herança portuguesa em Hamburgo.


As razões da escolha de Hamburgo pelos portugueses que, então, eram maioritariamente judeus sefarditas – em 1652 viviam em Hamburgo 1200 portugueses – sobretudo uma classe de aristocratas comerciantes, banqueiros ou médicos e cuja partida tem na origem em particular as perseguições de que foram alvo pela Inquisição.
Foi ainda apresentado o cemitério Judeu de Altona, o mais antigo do norte da Europa e aguarda o reconhecimento de Património Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Este espaço da comunidade judia de Altona remonta ao século XVI mas esteve encerrado desde o século XIX. Nos anos 1960 foi alvo de obras de restauro e conservação – das 8000 lápides 6000 foram conservadas. O cemitério está dividido sendo que numa parte se encontram sobretudo os túmulos dos sefaradi (judeus ibéricos) portugueses, com lápides ricamente ornamentadas e inscrições lusitanas; na outra parte estão os asquenazes ou asquenazitas - judeus provenientes da Europa Central e Europa Oriental - cujos túmulos têm estelas na vertical com inscrições em hebraico. (O termo asquenaze provém do termo do hebraico medieval para a Alemanha, chamada Ashkenaz - אשכנז).

Entre os túmulos, encontram-se os nomes de Frommet Mendelsohn, a mulher do filósofo Moisés Mendelsohn, e a avó do compositor nascido em Hamburgo, Felix Mendelsohn Bartholdy; também o do pai do escritor Heinrich Heine, Samson Heine.

Nesta bela tarde vieram até nós outros aspectos da emigração portuguesa - Hamburgo desde o século XVII.
Outra época, outras razões. Outros actores, outras representações.

3.5.11

Viagens virtuais pelos lugares de memória

O programa das XII Jornadas de Cultura Alemã do Departamento de Estudos Germanísticos e Eslavos do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho inclui no amplo programa, apresentações de trabalhos realizados por alunos do Programa Intensivo ERASMUS/LLP "Mnemo-Grafias Interculturais".

O Programa Intensivo - "Mnemo-Grafia Intercultural - Portugal, Itália e Alemanha em representações transmediais desde o século XIX" é uma iniciativa do Departamento de Estudos Germanísticos da Universidade do Minho e teve desde as primeiras diligências uma aceitação genérica por parte das universidades de Salerno e Hamburgo.

"A ideia subjacente ao programa é que toda a representação intercultural é – à semelhança da construção de «lugares de memória» nacionais – passível de ser entendida como um complexo processo semiótico, cujos multifacetados mecanismos e modos de funcionamento devem ser analisados numa perspectiva transcultural e transmedial."

O objecto de estudo definido são as "representações interculturais dos três países participantes deste projecto não só nos tradicionais média impressos (literatura, guias turísticos, etc.) como nos novos média audiovisuais e digitais (filme, internet), dando-se assim conta da crescente complexidade dos contactos entre culturas na era da hipermobilidade (turismo de massas) e da hipermedialidade.” in http://www2.ilch.uminho.pt/deg/

Neste âmbito o Município de Fafe vai receber no próximo dia 10 de Maio após visita ao Museu das Migrações e das Comunidades, pelas 16h, no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe duas “Viagens Virtuais” pelos espaços de memória:

- Os Lugares de Memória de Salerno e de Hamburgo

- Os Lugares da Memória Luso-Alemã em Hamburgo

Com a presença do grupo de trabalho internacional composto de professores e estudantes alemães, italianos e portugueses da Universität Hamburg, da Università di Salerno e da Universidade do Minho.
Entrada livre.

XII Jornadas de Cultura Alemã


O Departamento de Estudos Germanísticos e Eslavos (DEGE) do Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH) da Universidade do Minho organiza as XII Jornadas de Cultura Alemã. De 26 de Abril a 9 de Maio apresentam um amplo conjunto de actividades, como palestras, viagens virtuais, apresentações por alunos do Programa Intensivo ERASMUS/LLP "Mnemo-Grafias Interculturais", cinema e uma exposição de fotografia.

O Museu das Migrações e das Comunidades integra este programa - no dia 10 de Maio, após visita ao Museu, pelas 16h no Auditório da Biblioteca de Fafe serão feitas apresentações por alunos do Programa Intensivo ERASMUS/LLP "Mnemo-Grafias Interculturais":


- Os Lugares de Memória de Salerno e de Hamburgo e Os Lugares da Memória Luso-Alemã em Hamburgo.

O programa completo integra várias cidades e várias expressões:

Palestras
2 de Maio, das 14h-17h; 3, 4, 6, 9, 11 de Maio, das 9h30-13h Auditório do ILCH, Braga
- Relações Interculturais e Representações Transmediais (Alemanha - Itália - Portugal)
Por professores e investigadores da Universität Hamburg, da Università di Salerno e da Universidade do Minho

Viagens virtuais
4, 9 de Maio: 14h30 Auditório do ILCH, Braga
10 de Maio, 16h Museu da Migração e das Comunidades & Biblioteca de Fafe
- Apresentações por alunos do Programa Intensivo ERASMUS/LLP "Mnemo-Grafias Interculturais"
Os Lugares de Memória de Salerno e de Hamburgo
Os Lugares da Memória Luso-Alemã em Hamburgo
Cinema
Auditório do ILCH, Braga
- "Dans la ville blanche" (1983, Alain Tanner) - 6 de Maio, 18h
- "Go Trabi go" (1990, Uwe Timm) - 9 de Maio, 16h
- "Germania - Anno Zero" (1947, Roberto Rosselini) - 12 de Maio, 18h

Fotografia
Póvoa de Varzim
- Exposição itinerante "Ortszeit / Hora local"
Paisagens do Leste Alemão, antes e depois da reunificação
EB 2/3 Aver-O-Mar - 26 de Abril
Escola Secundária Rocha Peixoto - 13 de Maio

Convívio
4 de Maio, 21h30 Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, Braga
- PETRA-Deutsch-Stammtisch / Tertúlia Luso-Alemã
- Lançamento do nº 21 da revista Einfall
- Abertura de Ciclo do BabeliUM: «Cidades com Línguas: Hamburgo»

Mais informações em http://www.ilch.uminho.pt/

Contamos com a sua presença.

«Ser Português Hoje»


Numa organização dos alunos do Mestrado em Ciências da Cultura da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), vai ter lugar, na Aula Magna da Universidade, na terça-feira (dia 3 de Maio) o Seminário "Ser Português Hoje", com a presença de oradores conceituados no mundo académico e literário.
Com início marcado para as 10 horas, o evento conta com as intervenções de Miguel Real (“Constantes da cultura portuguesa”), Cândido Oliveira Martins (“Pensar Portugal na ficção portuguesa actual”), Jorge Laiginhas (“Ser Português hoje como ontem… com humor afiado”) e Fernando Moreira (“Em que nos tornámos”). Haverá também uma exposição de fotografia - "O Sonho Português" com a colaboração do Museu das Migrações e das Comunidades e um momento musical. A entrada é livre para todos os interessados.
"Ser Português Hoje" é um tema actual, recorrente nos discursos do nosso dia-a-dia, e, por isso, sempre aliciante. Neste sentido, este seminário ambiciona ser um exercício de reflexão individual e colectiva, pretendendo, desse modo, contribuir para uma melhor definição da identidade cultural portuguesa.

26.4.11

Florêncio Monteiro Vieira de Castro

Após várias pesquisas e tentativas para se conhecer o rosto da importante personalidade de Florêncio Monteiro Vieira Castro, conseguimos quase por acaso, junto da Dra. Eduarda Gonçalves um retrato seu.

Numa amena conversa e pesquisa para a conclusão da tese de doutoramento de Luísa Langford, - para a qual os testemunhos da M. Eduarda Leite Castro Gonçalves e Francisco António Leite Castro, descendentes de José Alves de Freitas e de Adélia Martins Monteiro Vieira de Castro, foram tão importantes, vendo álbuns e lendo cartas, a propósito de fotos e das auto-representações de outros tempos, encontramos uma fotografia de Florêncio Monteiro Vieira Castro. A fotografia encontra-se no álbum que em 2008 a família cedera para a exposição “Terra Longe, Terra Perto” que o Museu das Migrações promoveu em parceria com o Museu da Presidência. Aqui a reproduzimos - a História ganhou um rosto.


Florêncio Monteiro Vieira Castro (1853-1925) nasceu a 21 de Março de 1853, em Santa Eulália, Fafe. Faleceu em 4 de Junho de 1925.
Foi casado com Gracinda Sousa Carneiro Veira Castro, nascida em Santa Eulália, Fafe (1/10/1875)-(26/2/1939), sobrinha do “Brasileiro” Fortunato José de Azevedo, proprietário de dois palacetes contíguos, na Rua António Saldanha.

Florêncio Monteiro Vieira Castro foi Juiz Conselheiro, líder do Partido Progressista, advogado, e em 1881, com apenas 27 anos, Administrador do Concelho.
Em 1907 foi o organizador da comissão que promoveu as festividades de inauguração da chegada do caminho-de-ferro a Fafe.
Participou com os irmãos Monsenhor João e Álvaro “Brasileiro” na fundação do Clube Fafense em 1901. Monárquicos convictos, receberam em sua casa o Rei D. Carlos, por breves momentos na sua casa, aquando da passagem deste para as termas do Vidago.


Notamos que a avó da Dra. Eduarda - Adélia Martins Monteiro Vieira de Castro (1863-31/7/1918)- era filha de Maria Monteiro Vieira de Castro (23/07/1844-1872) e do “Brasileiro” José António Martins Guimarães (1828-01/09/1911) - (31/07/1918), neta do “Brasileiro” Miguel António Monteiro de Campos, pai de Florêncio, portanto sobrinha de Florêncio Monteiro Vieira Castro. Logo este seria tio-avô de Eduarda Leite Castro Gonçalves e Francisco António Leite Castro.

15.2.11

Projecto Fly


Divulgamos um interessante projecto de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa - Projecto Fly - e ao qual este Museu disponibiliza para investigação a sua colecção de correspondência particular do ínicio do século XX.

Excerto do artigo recentemente publicado no jornal "O Mundo Português".
"Investigadoras do Centro de Linguística da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa têm em mãos dois projectos que até hoje nenhum académico levou avante. Coordenadas por Rita Marquilhas, investigadora responsável e autora dos estudos, Mariana Gomes, Leonor Tavares e Ana Guilherme, estão a levar a cabo dois projectos que vão culminar na publicação de quatro mil cartas - duas mil do projecto ‘Cards’, do século XVI ao século XIX, e duas mil do projecto ‘Fly’, que abrange o período de 1900 a 1979.

Cartas escritas que vão ser reunidas num arquivo digital e ajudar a trazer um novo olhar sobre os portugueses. Entre essas, estão cartas de emigrantes, correspondência trocada entre portugueses que vivem no estrangeiro e os seus familiares. São «cartas de saudade», difíceis de obter e que originaram um apelo, dirigido a todos os que, em Portugal e no estrangeiro, possam contribuir para esta iniciativa.

Apelo à recolha de cartas

Foi a dificuldade na recolha de cartas no âmbito do projecto Fly, principalmente aquelas relacionadas com a Emigração, que motivou o apelo (imagem). Inicialmente, a pesquisa das cartas de emigração tem sido feita com base no SNI (Serviço Nacional de Informação), que está disponível na Torre do Tombo e no conhecimento de pessoas que tenham passado por essa experiência.

As investigadoras já começaram também a contactar instituições no estrangeiro, mas estão ainda à espera de respostas. “Temos feito chegar a informação a instituições que tenham contacto com emigrantes. A nível pessoal, fazemos mais por cá, individualmente”, explica Mariana Gomes.
E vão daqui a uma semana, começar a percorrer o país, desde Fafe, que acolhe o Museu da Emigração, a V. Nova de Famalicão, Vila Real, Aveiro, Coimbra, Leiria, etc. E enquanto percorrem o país, fazem «figas» para que os contactos do estrangeiro surtam efeito."

Pode aceder à notícia completa da divulgação deste interessante projecto em “O Mundo Português”
O projecto conta com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e é um enorme contributo para o conhecimento da História da Emigração. Colabore.

6.2.11

Filhos(as) da Emigração / Imigração Portuguesa

Divulgamos o programa da Conferência "Filhos(as) da Emigração / Imigração Portuguesa", que se realizará no próximo dia 24 de Fevereiro, no Instituto Francês de Portugal, Lisboa.

A conferência apresenta as seguintes questões centrais para debate e reflexão:

- Como são negociados os sentidos de pertença e as estratégias de representação por parte dos descendentes de e/imigrantes, considerando os seus relacionamentos identitários (nacionais/étnicos) e sociopolíticos (multi/interculturais)?

- Que estratégias identitárias desenvolvem e como as expressam face à invisibilidade/visibilidade no espaço público?

- Que estratégias identitárias e formas de participação activa desenvolvem no seu quotidiano (e.g. associativismo, grupos culturais/recreativos, grupos de lobby, movimentos virtuais, redes transnacionais, etc.)? Estas opções apontam para a participação plena na sociedade ou funcionam como escudos protectores alicerçados na preservação etno-cultural? E como se expressam face à invisibilidade/visibilidade no espaço público?

- Que aspectos e dimensões sobressaem na investigação científica sobre os percursos de integração e de socialização dos descendentes de e/imigrantes?


PROGRAMA
14:30 Abertura
Maria Isabel João – em representação da coordenação científica do CEMRI – UAb

14:45-16:45
Painel 1: Descendentes da emigração portuguesa
Moderação: Jean Gomes (Observatório dos Luso-Descendentes)
“Neste país, ser português também e ser canadiano”: as negociações identitárias dos luso-descendentes no Canadá multicultural – João Sardinha (CEMRI – UAb)

Tendências na identidade dos luso-venezuelanos – António Xavier (CIDEHUS - UÉvora)
Consumo mediático e identidades dos luso-descendentes em França – José Ricardo Carvalheiro (LAB-COM – UBI)

Estratégias culturais e identitárias de luso-descendentes em França: um olhar a partir da Associação Cap Magellan – Liliana Azevedo (Associação Cap Magellan)

Comentário: Maria Beatriz Rocha Trindade (CEMRI – UAb)

Debate
16:45-17:00 Pausa
17:00-19:00

Painel 2: Descendentes da imigração portuguesa
Moderação: Ricardo Campos (CEMRI – UAb)
Desafio para a inclusão dos descendentes de imigrantes africanos em Portugal – Beatriz Padilla (CIES – ISCTE)


“Isto é um projecto de vida!” – Práticas associativas de descendentes de imigrantes africanos – Rosana Albuquerque (CEMRI – UAb)

"A minha mãe sempre nos incentivou a participar e a fazer trabalho cívico": trajectórias de participação cívica de jovens de origem são-tomense em Portugal – Sónia Ramalho (CRIA - FCSH / UNL)

Estratégias culturais, identitárias e de inserção dos jovens ucranianos em Portugal – Pavlo Sadokha (Associação dos Ucranianos em Portugal)

Comentário: Fernando Luís Machado (CIES – ISCTE)
Debate
19:00 Encerramento

Evento com organização e apoios da Universidade Aberta / Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI), Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Alliance Française e Institut Français du Portugal. Mais informações em http://www.univ-ab.pt/cemri

29.1.11

Call for papers: Maritime, migration and tourism history at crossroads



An interesting call for papers to the conference of the International Maritime Economic History Association in Ghent (Belgium) June 2-6, 2012.
Call for papers: “Maritime, migration and tourism history at crossroads: global maritime networks and their impact on the movement of people”

Proposals are invited for sessions at the 6th conference of the International Maritime Economic History Association in Ghent (Belgium) June 2-6, 2012.
The aim of the sessions is to highlight the importance of maritime passenger travel in the academic fields of maritime, migration, tourism and travel history and to explore the potential for new research by fusing methods, sources, and approaches used in each discipline. Despite the impact of maritime networks on the global movement of people throughout history, passenger transport has received little attention by maritime historians. It is true that the tonnage employed for passenger transport remained marginal compared to freight transport. Yet passenger lines were often the first to introduce new technologies and business strategies into the shipping world.

We invite papers that reappraise the importance of all forms of passenger transport in maritime history. This call is not only addressed to maritime historians but also to migration and tourism historians. Tourism and travel history is quickly gaining popularity as an academic field yet few studies have dealt with the means by which the vast majority of world travel was carried out. Sail and especially steam shipping played a crucial role in the development of global tourism. The same applies to the field of migration history, where most focus has been on why people migrate and very little on how. Nonetheless, there is growing awareness among migration historians that the influence of the shipping world may have been more important than what has been ascribed to so far. Embedded in pre-existing trade routes, both tourist and migrants often travelled on the same ships that were steered by long-established maritime networks. By exploring the connections between these various networks, the organizers of the sessions want to create a new platform for research enhancing the collaboration between maritime, migration and tourism historians.

If interested, please send an abstract and short CV by February 21st to Torsten Feys Torsten.Feys@UGent.be

The IMEHA is an international society which publishes the International Journal of Maritime History (IJMH) and Research in Maritime History (RIMH). The society also sponsors conferences and provides assistance for the study of maritime history.

28.1.11

Seminário "A Emigração na Primeira República"

Prof. Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade (CEMRI/UAb), Dr. José Ribeiro (Presidente da CMF), Dr. Pompeu Miguel Martins (Vereador da Cultura CMF)
Fotografias de Manuel Meira
Terminou num clima de satisfação, com a presença de dezenas de participantes, o seminário “A Emigração na Primeira República” que decorreu na passada 6ª feira, dia 21, no auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, realizado no âmbito do programa oficial da Câmara Municipal de Fafe para as comemorações do Centenário da Implantação da República, através do Museu das Migrações e das Comunidades em parceria com o CEMRI – Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais/Universidade Aberta.

Na sessão de abertura o Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Dr. José Ribeiro, assinalou o facto de o evento reforçar o trabalho de implementação do Museu das Migrações, “um projecto prioritário para o Município de Fafe”, que se consolidará como um projecto nacional. A emigração foi e é um factor estruturante das sociedades que deve ser efectivamente abordado ao abrigo de diferentes perspectivas de investigação. Paralelamente as comunidades de emigrantes podem participar activamente neste trabalho, visando o seu conhecimento, preservação e divulgação.
O painel da manhã com o tema “Primeira República - A Emigração e a Imigração em Portugal” foi moderado pelo Prof. Doutor Albertino Gonçalves do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e contou com a comunicação “Políticas e práticas de emigração na Primeira República” pelo professor catedrático Jorge Fernandes Alves da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigador do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória), que procurou equacionar as posições políticas sobre a emigração neste período, caracterizar as medidas tomadas e sondar a realidade através de dados históricos.

Comunicação do Prof. Doutor Jorge Fernandes Alves (FLUP)

Seguiu-se o professor catedrático Viriato Capela do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho apresentou “A emigração e o surgimento da acção regionalista em Portugal”. Este painel contou também com a presença dos contributos de dois investigadores do fenómeno migratório da Galiza para Portugal.

O professor catedrático Domingo Luis González Lopo da Faculdade de História e Xeografia da Universidade de Santiago de Compostela e coordenador adjunto da Cátedra UNESCO nº 226 sobre Migraciones situou o colectivo galego residente em Lisboa durante a segunda metade do século XIX. Analisou os estereótipos sobre a imagem dos galegos em Portugal, o desenvolvimento do associacionismo, a criação da imprensa para defesa dos seus interesses e a educação dos filhos – muitos já portugueses por nascimento -, assim como, a posterior intervenção política destes nos movimentos sociais e políticos e na sua colaboração activa na vida política e na instauração da I República.

O professor Carlos Pazos Justo do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho (Prémio de Investigação Carvalho Calero em 2009) apresentou uma aproximação à trajectória da emigração espanhola em Portugal na 1ª República com a comunicação “A emigração espanhola em Lisboa na Primeira República: o caso do enclave galego” tentando substantivar as estratégias que este adoptou no novo panorama político após 1910.
O painel da tarde subordinado ao tema “Portugal/Brasil - Factos, Gentes e Representações” foi moderado pelo Dr. Henrique Barreto Nunes, ex-director (recentemente aposentado) da Biblioteca Pública de Braga e do Arquivo Distrital de Braga, actualmente vice-presidente do Conselho Cultural da Universidade do Minho e pela Dra. Isabel Alves educóloga a desempenhar funções no Museu das Migrações e das Comunidades e coordenadora do seminário. O Dr. Henrique Barreto Nunes abriu o painel com profundas palavras de homenagem àquele que foi o seu grande amigo, historiador e defensor activo e permanente do património histórico - Dr. Miguel Monteiro, mentor do projecto do Museu.
Com a comunicação - “Portugal-Brasil: Trajectórias de sucesso e de insucesso no contexto migratório” - a professora catedrática Maria Beatriz Rocha-Trindade, fundadora do CEMRI, titular da Ordre National du Mérite, de França, com o grau de Chevalier, da Medalha de Mérito do Município de Fafe e da Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, de Portugal, centrou-se na presença portuguesa no Brasil, que se estende desde o seu «Achamento» até à actualidade. Retratou os “Homens e mulheres que circularam entre o continente europeu e o continente americano, atravessaram o oceano num e noutro sentido, através do que poderia ser chamada: a «ponte atlântica». E, em cada época, não só encontraram justificação para fazê-lo como transportaram consigo a esperança de poder atingir uma melhoria económica ou de poder vir a alcançar uma situação de liberdade.”
Seguindo o tema Portugal-Brasil o Município de Fafe esteve representado pelo historiador local Daniel Bastos com a comunicação “O concelho de Fafe durante a I República e o fenómeno migratório” cujo principal objectivo foi “analisar as dimensões históricas da I República no concelho de Fafe que se interligam com o fenómeno migratório.”
Seguiu-se o professor catedrático Jorge Arroteia da Universidade de Aveiro, fundador da biblioteca digital Emigrateca Portuguesa que apresentou “Uma visão retrospectiva sobre as migrações portuguesas” e abordou os movimentos migratórios desde as Descobertas, passando pelos diversos “destinos da emigração portuguesa traçados desde os finais do século XIX que se alteraram no decurso do século XX.”
Terminadas as comunicações a sessão foi seguida de um espaço de debate que contou com uma grande participação do público presente. O evento foi encerrado pela coordenadora do seminário Dra. Isabel Alves, pela Prof.ª Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade que com o Dr. Artur Ferreira Coimbra constituíram a Comissão Científica do seminário, e pelo vereador da cultura Dr. Pompeu Miguel Martins que fez um especial agradecimento a todos quantos tornaram possível a realização do seminário (Isabel Alves, Jesus Martinho, Joaquim Gonçalves, Manuel Meira, Rita Gonçalves, Sandra Novais) e em particular à Prof.ª Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade por todo o percurso realizado desde o início da implementação do Museu. Reforçou ainda a vontade do senhor Presidente Dr. José Ribeiro na consolidação do Museu, apresentando uma visão dos projectos futuros.


Dra. Isabel Alves (MMC), Dr. Pompeu Miguel Martins (Vereador Cultura CMF), Prof. Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade (CEMRI/UAb)

Fez ainda um especial agradecimento a uma personalidade essencial na criação do Museu das Migrações e das Comunidades – o Historiador professor Miguel Monteiro. De assinalar que o seu nome foi lembrado ao longo de todo o dia por todos os oradores com palavras de admiração e carinho imensos, mencionado como alguém que tinha “o infinito como limite”.

8.10.10

O Museu no Congresso da AEMI em Bilbao



Entre os dias 29 de Setembro e 2 de Outubro, o Museu das Migrações e das Comunidades Portuguesas, de Fafe, esteve representado na conferência anual da Association of European Migration Institutions, onde estiveram reunidos representantes de museus e investigadores de universidades que trabalham no âmbito do estudo do fenómeno migratório, oriundos de vários continentes. A edição deste ano da Conferência centrou-se na temática de “MIGRATION STUDIES, INFORMATION AND COMMUNICATION TECHNOLOGIES”, e decorreu no Palácio de Congressos de Bilbao.

Durante o discurso de abertura dos trabalhos, Julian Celaya, representante do Governo Basco, explicando o trajecto feito até ao momento pelas autoridades Bascas, salientou a inspiração que o «Museu de Fafe constituiu para o estudo do fenómeno das migrações e para a constituição do novo Museu das Migrações de Bilbao e respectivo centro de investigação».

O Museu das Migrações e das Comunidades esteve presente no programa com a comunicação “Ontologies supporting Migration studies and Virtual Museums” pelo Prof. Pedro Rangel Henriques que apresentou o trabalho por si e pela sua equipa desenvolvido (Daniela da Cruz, Flávio Ferreira e Nuno Oliveira) com aplicação no âmbito dos museus virtuais. A importância desta solução informática foi também contextualizada no domínio da necessidade de comunicação entre o universo daqueles que trabalham a linguagem informática e aqueles que desempenham funções no âmbito da museologia pela Drª Isabel Alves.

O Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Fafe, Pompeu Martins, salientou a importância deste momento para a continuidade de um projecto que agrega em torno de si reconhecimento não só no país, mas também na comunidade internacional. «Saio desta conferência com uma grande motivação, assente em duas constatações: a de que a obra que o Dr. Miguel Monteiro nos deixou continua a ser recordada com grande respeito, assim como todo o mérito que lhe assiste na conceptualização de um Museu como o que temos e que continuaremos desenvolver, mas também pelo lugar que ocupamos no seio da Association of European Migration Institutions, graças ao trabalho que estamos a construir e que nos une aos melhores que na Europa e no mundo trabalham nesta área. Saímos desta conferência com mais compromissos, mas também com mais suporte e com maior influência no âmbito da cooperação internacional e isso constitui uma excelente notícia para Fafe e para sua afirmação no domínio da Cultura».

27.9.10

AEMI Annual Meeting

The Association of European Migration Institutions annual meeting
O Museum of Migrations and Communities, member of AEMI, will be present at the international meeting that will take place from Sep 29 to Oct 2/3.
Represented on the Session 2 - "Virtual Museums" with the presentation of the seminar paper “Ontologies supporting Migration studies and Virtual Museums” by Daniela da Cruz and Pedro Rangel Henriques from Information Technologies Department, University of Minho, Braga (Portugal) and Isabel Alves from Museum of Migrations and Communities – FAFE- (Portugal).
The Conferences, under the topic "Migration Studies and Information and Communication Technologies", will take place at the Euskalduna Congress Palace in Bilbao. The architecture of this building, located near the shore of the river, represents a ship departing out of the port of Bilbao, from where many emigrants departed.
More information in http://www.aemi.dk