28.3.12

Association of European Migration Institutions Annual Conference - Cracow 2012



CRACOW, POLAND
Thursday 27th – Saturday 29th September 2012

CALL FOR PAPERS


Themes:
1. How lessons from the past may help address questions related to migrations today.
Issues like integration, assimilation, segregation, multiculturalism, cultural pluralism, xenophobia and problems of the third generation immigrants were already discussed during time of the great migration by historians like Louis Adamic and Marcus Lee Hansen.
(- Adamic characterized pluralism not only by openness toward diverse groups but also by an understanding that full cultural citizenship depends upon vital connections: to an inclusive debate about policies affecting all peoples, to a dynamic, multiethnic American history, to labor movements and organizations, to local school systems.
- Lee Hansen´s problem of the third generation applies to the theory that derives from the almost universal phenomenon that what the son wishes to forget the grandson wishes to remember.)
Many scholars believe that Adamic´s works on cultural diversity in a multi-ethnic society are still important for the development of strategies in the area of cultural pluralism not only in the United States but also in Europe today.
What can the integration of European immigrants in the New World teach us about the migration challenge in Europe today?


2. Shaping Europe´s identity: Internal migrations - past and present.
Internal migrations involved about half or more of the total European populations by the middle of the 1800s, and transborder migrations was particularly high for Poles and Italians. The rebuilding of Europe after World War II, the creation, and later enlargements of EU, the Balkan wars, the dissolution of the Soviet Union, and the present global financial crisis, have in various ways established new forms of mobilities.
How have these changing migration patterns shaped Europe´s identity?


Workshops:
1. A book on Europe´s migratory history
2. European Migration Heritage Routes.
3. Migrapedia


to know more

23.3.12

Gérald Bloncourt - Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras


Gérald Bonclourt vai receber hoje, dia 23 de Março, a medalha de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras, atribuída pela câmara do 11.º bairro de Paris.

'Tem 85 anos e mantém o olhar comprometido com que enquadrou as mais de 200 mil fotografias arquivadas no seu escritório, em Paris: operários, emigrantes, pobres, bairros de lata, greves, miséria, preto e branco. «Denunciava toda a exploração, de todos os operários, de todas as mulheres, de todos os homens», conta.

Gérald Bloncourt é fotógrafo, poeta e pintor. Nasceu no Haiti. Depressa abraçou a arte e a revolução. Nunca mais largou nenhuma das duas. Em 1946 juntou-se à revolta de estudantes e jovens intelectuais que empurrou o Presidente Elie Lescot do poder. Um golpe militar expulsou-o para França. Aqui encontrou a fotografia.

Publicou sempre em jornais de esquerda, em vários títulos da imprensa francesa. Encontrou os portugueses por acaso, eram os anos de 1950.

«Encontrei na Torre Montparnasse, que estava a fotografar andar por andar, operários portugueses. Simpatizei com eles porque senti sempre muita amizade por Portugal. Quando era miúdo li sobre os grandes descobridores, fascinavam-me. Não percebia como é que aquelas pessoas, que tinham descoberto mundo, podiam viver debaixo de uma ditadura feroz», disse.

Bloncourt quis saber onde viviam: «Explicaram-me, deram-me moradas, bairro clandestino - bidonville - de Champigny», conta. Depressa passou a ser cara conhecida e a poder fotografar toda a gente.

«Depois de fazer diversas fotografias pensei: mas se vivem aqui nesta miséria, como será que é a vida em Portugal? E fui. Vi os bairros de Lisboa, fiz todos os percursos da emigração e descobri a realidade de Portugal e a polícia política, um terror», recordou.

Ficou agarrado à história. Voltou diversas vezes, atravessou os Pirenéus a pé com quem vinha a salto, voltou a Portugal no ano de 1974, depois da Revolução, no mesmo avião em que regressou Álvaro Cunhal. «Vivi, por mero acaso, a vida da emigração portuguesa», diz.

Há dois anos a história mandou-lhe um email. A célebre portuguesinha do bidonville, a menina de cinco ou seis anos, suja, de boneca na mão, no meio da lama do bairro de lata, escreveu-lhe. Gérald desconfiou mas confirmou. Era ela: «A fotografia foi publicada inúmeras vezes, foi o cartaz da exposição em Lisboa, em 2008. Hoje falamos ao telefone às vezes. Ela é parte da família», diz.

À distância de meio século, Bloncourt diz não ter dúvidas de que a França, «uma potência imperialista e colonialista, tratou mal todos os imigrantes». Os portugueses não foram excepção: «Eles até estavam mais fragilizados porque vinham a fugir a uma ditadura e à miséria. Não tinham alternativa. Calavam a boca. Foram sobre-explorados, claro. Mas foram ajudados pelos trabalhadores franceses. É preciso não confundir a França com o povo francês», acrescentou.

Olhando para hoje, o fotógrafo considera que não há retratos novos nesta nova crise, diz que os rostos são os mesmos: é ainda, sustenta, a mesma luta de classes e será assim «enquanto existir o regime capitalista».

«A única forma de isto mudar é repensar o mundo e viver de outra forma. E a isso chama-se revolução. Não é comunismo, é bater-se pelos direitos dos outros», defendeu.'

22.3.12

Miguel Monteiro - Exposição 'Fafe dos Brasileiros'

No âmbito das 3ªs Jornadas Literárias subordinadas ao tema ‘Fafe dos Brasileiros’, os Museus do Município de Fafe receberam no passado dia 17, a Escola de Bailado de Fafe, a Escola Profissional e a Escola Secundária , que apresentaram belíssimos espectáculos e performances, e foram visitados por um público vestido a rigor.

No Museu das Migrações estiveram alunos da Escola Secundária que representaram as personagens emblemáticas daqueles espaços – o emigrante ‘brasileiro de torna-viagem’ e a família de emigrantes que nos anos 60 emigra clandestinamente para França.



No Núcleo de Imprensa os visitantes foram recebidos pelo compositor tipográfico, pelo impressor e pelo ardina do início do século XX.

De seguida foi inaugurada a exposição ‘Fafe dos Brasileiros’, patente na Casa Municipal de Cultura, organizada pela Câmara Municipal de Fafe através do Museu das Migrações, a pedido da comissão organizadora das 3.ªs Jornadas Literárias, para homenagear o investigador e historiador Miguel Monteiro.

A exposição integra espólio documental, manuscritos, fotos e objectos pessoais daquele que foi o autor da designação ‘Fafe dos Brasileiros’ e mentor do Museu das Migrações. A exposição apresenta uma leitura do percurso e do reconhecimento do historiador, no domínio científico, que veio a concretizar-se também no projecto deste Museu.


A exposição apresenta ainda um conjunto de retratos a óleo, representando os fafenses ‘brasileiros de torna-viagem’, que edificaram a Villa de Fafe em finais do século XIX e inícios do século XX. Os retratos a óleo são da autoria de Luís Gonzaga e integram o acervo de arte do Município de Fafe.



A inauguração contou com o trabalho da Escola de Bailado de Fafe que apresentou um belo espectáculo assente na interpretação do espaço museológico e expositivo.
Poderá visitar a exposição até ao dia 31 de março.


Fotografia - Manuel Meira, Isabel Alves

5.3.12

III Jornadas Literárias de Fafe

3.ª edição das Jornadas Literárias de Fafe

A iniciativa resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Fafe e todos os estabelecimentos de ensino e agrupamentos escolares do Concelho, assim como, associações e juntas de freguesia.


As III Jornadas Literárias têm como tema envolvente “As palavras e o tempo” e como subtema a epígrafe “Fafe dos brasileiros”.


Pode consultar o programa no endereço http://www.jornadasliterariasdefafe.com/